Abandono de idosos em questão na contemporaneidade
Enviada em 04/09/2021
Segundo o artigo 230 da Constituição Federal de 1988, é dever do Estado e da família amparar pessoas idosas. No entanto, observa-se que, na atualidade, os casos de abandono de idosos no Brasil estão numa crescente, fruto da ausência familiar e da falta de educação financeira. Diante disso, torna-se fundamental a discussão desses aspectos, a fim do pleno funcionamento da sociedade.
Nesse sentido, é importante pontuar que o abandono de idosos é derivado da falta de responsabilidade familiar. O psiquiatra Ítalo Marsili corrobora que é dever da família, principalmente dos filhos, cuidar dos mais velhos, mesmo que seja difícil, como forma de retribuição por tudo que esses, quando mais jovens, fizeram. Nessa lógica, a falta de responsabilidade da família contribui largamente com o abandono de idosos, uma vez que demanda tempo, atenção e esforço. Diante disso, torna-se fundamental uma posição do Estado quanto à negligência da família nos cuidados aos idosos.
Além disso, é relevante dizer que a falta de educação financeira é promotora do problema. Segundo o empresário Ícaro de Carvalho, ter dinheiro traz felicidade e liberdade. Nessa lógica, quando não há dinheiro na terceira idade, essa pessoa fica dependente da ajuda de terceiros para questões fundamentais da sua vida, como ter uma moradia e profissionais que cuidem desse ancião que poderiam preencher a ausência dos familiares. Dessa forma, são necessárias medidas com o objetivo de melhorar a gestão financeira da população.
Considerando os aspectos mencionados, fica evidente a necessidade de medidas para reverter a situação. Portanto, cabe ao Ministério da mulher, da Família e dos Direitos Humanos, por meio de publicidades na mídia, como TV, internet e rádio, a promoção de campanhas que orientem a população quanto à importância de ajudar os idosos e as consequências do crime de abandono, com o fito de reduzir o número de casos de abandono no Brasil. Adicionalmente, é dever do Ministério da Educação, que é responsável pela política educacional do Brasil, por intermédio da criação de cursos de educação financeira, orientar a população a melhorar a sua gestão financeira, com o intuito de que guardem parte de sua renda para a terceira idade. Com isso, os casos de abandono reduzirão e o direito proposto pelo artigo 230 da Constituição Federal será garantido a mais pessoas.