Abandono de idosos em questão na contemporaneidade

Enviada em 10/09/2021

A teoria da Transição Demográfica, criada pelo geógrafo Warren Thompson, estabelece que todos os países tendem ao envelhecimento da população. Nessa conjuntura, no Brasil hodierno, a maturação populacional já ocorre, o que torna fundamental medidas que se adequem às necessidades dos idosos. Todavia, percebe-se a insuficiência de tais ações, o que coloca em debate a questão dos mais velhos no âmbito nacional, uma vez que há um preconceito para com essa faixa etária ainda persistente e uma representatividade mediática insuficiente, o que torna fundamental a resolução da problemática acima.   Em primeira instância, é mister afirmar a continuidades de atos discriminatórios para com a população da terceira idade, já que muitas pessoas vêem os idosos como inválidos. Nesse contexto, tais atitudes podem desencadear, nos mais velhos traumas psicológicos, uma vez que estes sofrem com rejeição e abandono familiar, ao invés de serem vistos como indivíduos sábios e experientes. Dessa maneira, as ações preconceituosas vão de encontro à corrente iluminista, característica do século XVIII, a qual reitera que a sociedade só progride com a colaboração mútua entre as pessoas, pois não há ajuda entre as diversas gerações e, por conseguinte, não ocorre o avanço social.

Outrossim, é válido ressaltar a falta de representação, na mídia, no que concerne aos idosos e suas necessidades. Nessa perspectiva, a escassez de informações, na televisão, na internet e em outras plataformas desencadeia, na sociedade, uma insuficiências nas políticas públicas, tais como inexistência ou limitados assentos preferenciais em transportes públicos, rampas em locais com muitas escadas e outros aspectos. Desse modo, como toda ação gera uma reação, segundo reitera o astrônomo inglês, Isaac Newton, em sua terceira lei da física, o ato de não serem representados gera como resposta a dificuldade da terceira geração em conseguir empregos e em serem vistos com respeito e como membros da comunidade.

Destarte, torna-se essencial a tomada de medidas para a resolução do imbróglio supramencionado. Portanto, cabe ao Governo Federal, aliado à mídia, plataforma formadora de opiniões, por meio de depoimentos dos idosos, geriatras, isto é, médicos especializados nos cuidados com a terceira idade, e outros profissionais, elaborar e transmitir propagandas, cartazes e palestras que abordem a importância dos mais velhos, que são fonte de conhecimento e experiência, na sociedade, a fim de elevar a representatividade dessa faixa etária e, consequentemente, atenuar o índice de atos preconceituosos. Somente assim, o cenário contemporâneo será modificado e aprimorado.