Abandono de idosos em questão na contemporaneidade

Enviada em 15/09/2021

A Ética e a Filosofia Social já destacam que, desde o Mundo Antigo, os idosos são um componente essencial na sociedade, uma vez que carregam experiência, honra e maestria. Embora algumas culturas, como a Chinesa, ainda carreguem essas ideias e, posteriormente, passem aos mais jovens, outras já enfrentem o óbice do descaso e abandono de seus anciãos, que por conseguinte, compromete seu direito a uma vida saudável e de qualidade na velhice.

Em primeira análise, vale frisar que: o Estatudo do Idoso, vigorado em 2003, garante a essa parcela considerável da população, haja vista que a porcentagem de idosos com mais de 60 anos, até 2017, é de 14,6%, segundo o IBGE, uma gama de direitos irrevogáveis, como preferência em ambientes públicos e atenção afetiva. Conquanto hajam tantos direitos assegurados pela lei, na prática, as casas de repouso, hospitais e asilos relatam incessantemente abandonos pelas famílias, pois enraiza-se cada dia mais a ideia de que pessoas idosas são um fardo na estrutura familiar.

Em contrapartida a esse pensamento, na China, os mais velhos são tratados com seu devido valor e humanidade, estando garantidos suporte emocional e qualidade de vida através da lei aprovada em 2013, que preconiza os filhos a fazerem visitas regulares. Vale ressaltar que valores e ética são fatores que, aliados às leis, podem combater o abandono, considerando-se que, na cultura Chinesa, a influência ativa de ideias como de Confúcio, filósofo chinês, de que deve-se honrar os pais em vida e morte, fazem diferença na consciência coletiva.

Destarte, em vista dos fatos supracitados e levando em conta o problema mundial, faz-se necessária a atuação de cada governo no combate ao abandono de idosos, com a criação de leis que enrijeçam as punições para famílias que cometam abandono afetivo e não façam visitas regulares. Ademais, cada conjuntura educacional deve integrar ideias como de Confúcio, como forma de conscientização dos mais jovens.