Abandono de idosos em questão na contemporaneidade
Enviada em 17/09/2021
Em seu poema intitulado “José”, Carlos Drumond de andrade, traça um quadro pessimista da realidade, por meio de uma reflexão existencial. Ao longo do texto, o interlocutor do eu lírico é frequentemente indagado com a frase “e agora, José”, sugerindo um sentimento de quem não agiu ou perdeu a hora certa de fazê-lo. Análogo a isso, a fim de não cometer o mesmo erro de José, é necessário abordar o abandono de idosos em questão na contemporaneidade, já que essa problemática é causada pela falta de empatia do corpo social e pela carência de políticas públicas. Nesse viés, torna-se fundamental a superação desses obstáculos, a fim do pleno funcionamento íntegro da coletividade.
Diante desse cenário, é fulcral pontuar que a falta de empatia da sociedade é um fator impulsionador desse imbróglio. De acordo com Djamila Ribeiro " é preciso tirar uma situação da invisibilidade para que soluções sejam promovidas". Porém, há um silenciamento instaurado na questão do abandono de idosos em questão no Brasil, visto que tal temática tem a necessidade de ser abordada e resolvida, pois, o artigo 5 da Constituição garante que todos os individuos independente da idade, cor ou qualquer outra característica física tenham direito ao bem-estar, entretanto é nítido que o descaso com idosos descumpre o previsto no excerto. Assim, urge tirar essa situação da invisibilidade para agir sobre ela, como defende a pensadora.
Ademais, cabe pontuar que a carência de políticas públicas colabora para a persistência de tal impasse. Nesse âmbito, ganha destaque a perspectiva do sociólogo Francês Émile Durkheim, que afirma que o fato social é dotado de exterioridade, coercitividade e generalidade. Diante disso, percebe-se que o tema em questão está imersa em um fato social, já que o problema existe, o Estado apresenta leis de proteção, cotudo não age para refrear tal prática. Dessa forma, contribui visivelmete para que tal banalização continue em um ciclo vicioso, uma vez que, sem medidas eficazes de prevenção, é evidente que essa situação não será mitigada.
Depreende-se, portanto, a necessidade de se resolver essa situação. Nessa perspectiva, convém ao Governo federal, responsável por políticas nacionais e abrangentes, por meio de subsídios, como, por exemplo financeiros, deve fortalecer as leis existentes, propondo penas e multas mais altas para casos de abandono a idosos, com a finalidade de cumprir o artigo 5 e garantir e de alavancar o bem-estar da sociedade brasileira. Para que, diferentemente do personagem “José”, o Governo tome uma atitude na hora exata.