Abandono de idosos em questão na contemporaneidade

Enviada em 29/09/2021

O Estatuto do Idoso visa garantir os direitos às pessoas com idade igual ou superior a 60 anos e afirma que é obrigação da família e da sociedade assegurar à saúde, à dignidade, o respeito e à convivência. Mas o abandono afetivo do idoso só vem aumentando, devido à falta de interesse dos familiares em cuidar e a escassez de condições econômicas do cuidado. Dessa forma, medidas são necessárias para que se modifique o panorama da sociedade contemporânea.

É notório que a maioria dos hóspedes de asilos recebe poucas visitas dos seus parentes e amigos, de acordo com o jornal “ISTOÉ” certa de 33% dos idosos ficam sem nenhum contato com seus entes queridos. Ou seja, sofrem com o abandono afetivo, que apesar de ser classificado como crime pela Constituição Brasileira, não é monitorado pelos Órgãos Públicos. Desta forma, muitos cidadãos estão submetidos a uma velhice solitária.

Nesse cenário, cabe enfatizar que muitos não conseguem se manter, financeiramente, na velhice, devido à desigualdade social do país. A esse respeito, o Brasil é o sétimo mais desigual no ranking da ONU 2020, com efeito, o cenário dificulta que as pessoas quebrem o ciclo da pobreza. Por certo, pouca parcela da população conseguirá se planejar para chegar à velhice com mais segurança, enquanto grande parte passará os anos tentando buscar uma renda para o momento presente. Dessa forma, muitos estarão expostos ao desamparo e sem renda para sobreviver.

Infere-se, portanto, que medidas são necessárias para resolver o abandono afetivo do idoso no Brasil a sociedade deve promover um evento por meio da comunidade a fim de arrecadar dinheiro para asilos e idosos abandonados pelos familiares. Somente assim, os idosos poderão ser acolhidos e ter uma vida melhor, diminuindo assim o abandono afetivo.