Abandono de idosos em questão na contemporaneidade

Enviada em 30/09/2021

O abandono de pacientes idosos em hospitais após a alta hospitalar é uma realidade pouco conhecida por muitos brasileiros, mas nada incomum para os profissionais de saúde encarregados de procurar os familiares e percebidos que telefones e endereços deixados nos cadastros são falsos. Por motivos de negligência ou falta de condições de cuidar da pessoa.

idosa, ela é deixada no hospital durante dias, semanas ou meses. O abandono vivenciado pelo idoso em hospitais, nas ruas ou instituições ocorre só por falta de vínculos familiares, mas também por desproteção da comunidade e do estado. O Estatuto do Idoso, legislação criada para assegurar os direitos das pessoas com mais de 60 anos, prevê que o abandono de idosos é crime e as implicações do abandono podem levar à responsabilização cível e criminal. Até 2025,o Brasil será o sexto país do mundo com o maior número de pessoas idosas, segundo dados da OMS. A população brasileira e mundial envelhece e é crescente a necessidade de cuidadores e programas de proteção ao idoso. Convidados.

A relação da sociedade com os idosos e o tratamento a eles têm me preocupado muito. Só de observarmos como exercício em torno da reforma previdenciária, percebemos que estamos longe do ideal como nação. Diante disso, acredito que a informação pode nos ajudar a mudar uma conduta e, assim, melhorarmos como o país. De acordo com a legislação brasileira, idosos são todos aqueles que completaram 60 anos. Eles cobram a camada da população que mais cresce. Dados do Censo Demográfico 2010, realizado pelo IBGE, revelou um aumento da população com 65 anos ou mais, que era de 4,8% em 1991, passado por 5,9% em 2000 e chegou a 7,4% em 2010. No Brasil, existem 17 milhões de idosos, número que quase dobrou nos últimos 20 anos. O envelhecimento da população brasileira é reflexo do aumento da expectativa de vida devido ao avanço no campo da saúde e à redução da taxa de natalidade. Isso porque, também segundo o IBGE, uma população brasileira vive hoje, em média, 68,6 anos.