Abandono de idosos em questão na contemporaneidade

Enviada em 18/10/2021

Devido ao avanço da medicina, a expectativa de vida tende, a cada ano, aumentar muito mais. Com isso, o número de idosos, que já é grande no Brasil, irá crescer, porém, o abandono dessa classe em questão da contemporaneidade também se amplia, sendo indubitavelmente, um impecilho que deve ser questionado, o qual prejudica a qualidade de vida das pessoas mais velhas. Isso se dá pela falta de consciência social e pela negligência governamental.

Sob essa análise, é muito doloroso para os pais, tios e avós, que sempre cuidaram de seus entes queridos serem simplismente esquecidos e abandonados em asilos, local esse que muitas vezes não oferecem o devido conforto e muito menos privacidade. Segundo Fabio Armentano, especialista em psicogeriatria, apenas 15% dos idosos apresentam sintomas de depressão quando estão inseridos na comunidade e vivem com a família, porém o número sobe para 50% para aqueles que estão em casas de repouso. Nesse contexto, além de já conviverem com pessoas desconhecidas, seus familiares não os visitam, pois não acham que seria um tempo muito proveitoso, com isso, as pessoas da terceira idade se sentem sozinhas e automaticamente desenvolvem doenças psicológicas, como ansiedade, depressão e síndrome de pânico. Todavia, a situação deve ser averiguada o mais rápido possível para que todos tenham, no final de sua existência, a melhor qualidade de vida possível.

Ademais, a falta de insentivo estadual para a inserção dos anciões na comunidade no dia a dia contribui para o abandono dos mesmos. Todavia, os programas governamentais que oferecem aposentadoria não são suficiente para o bem-estar do indivíduo, deve haver também outros programas para o entretenimento, para que eles fiquem melhor psicologicamente e tenham uma melhor convivencia com os familiares. Dessa forma, Dominick Franklin diz que quando os idosos se sentem inúteis, eles morrem, dessa forma, a inclusão deve ser feita principalmente com o intuito de oferecer novos passatempos para essa classe. Logo, é de suma importância que as autoridades pensem imediatamente no assunto.

Destarte, faz-se imprescindível ações interventivas com o fito de amenizar o desamparo das pessoas da terceira idade feitas pela população e pelo governo. Para isso, o Ministério da Educação deve investir em ações educativas, por meio de publicidade ou palestras - nas redes sociais, mídias ou escolas - com o intuito de concientizar, a longo prazo, as comunidades que sofrem com esse tipo de problema. Em paralelo a isso, o Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos deve investir em filmes ao ar livre e shows ao vivo para que não tenha riscos de depressão e ansiedade na terceira idade e com isso, ter uma convivencia melhor com a família, aumentando ainda mais a expectativa de vida.