Abandono de idosos em questão na contemporaneidade
Enviada em 09/10/2021
A pirâmide etária brasileira passa pelo alargamento de seu topo e o estreitamento da sua base,ou seja,está ocorrendo a transição demográfica para uma população madura.Mas,no entanto,na contenporaneidade,há ,ainda, o danoso abandono dos idosos devido aos preconceitos e à falta de preparo para esta nova fase.
Diante de tal cenário, o desamparo às pessoas de idade avançada está ligado ao preconceito contra esta parcela do corpo social.Assim,vale ressaltar que,para a filósofa francesa Simone Beauvoir,a concepção de velhice é determinada pela sociedade.Nesse viés ,no Brasil,a teia social glamoriza a juventude e vê o envelhecimento como negativo,determinando-o como algo ruim e,posteriormente,o vê com preconceito.Logo,devido a este errôneo parecer é estimulado o etarismo e o abandono dos idosos.
Ademais,a falta de ações governamentais para esse quadro nacional agrava a situação.Nesse sentido,não há um planejamento populacional para a idade idosa e ,preocupantemente,segundo o Banco Mundial,apenas 11% dos brasileiros possuem reservas para a velhice.Desse modo,sem reservas pessoas com mais de 60 anos ficam,ainda mais, suscetíveis ao abandono e ao desamparo.Por isso,o Estado deve realizar as necessárias ações,precavendo-se para o novo cenário,podendo ,então, cumprir os direitos dos idosos estabelecidos no Artigo 2,da Constituição Federal.
Portanto, a questão dos idosos,no Brasil contenporâneo,precisa ser tratada.O Ministério do Desenvolvimento Social-maior interventor dessa área-,então,deve criar uma campanha publicitária ,divulgada nas mídias sociais,onlines e físicas,que desfabule a concepção da velhice como algo ruim,a fim de retroceder o etarismo e o abandono dos idosos.Além,de este Ministério promover o planejamento nacional para a velhice.Dessarte,o país estará preparado para a transição demográfica e garantirá os direitos do Artigo 2.