Abandono de idosos em questão na contemporaneidade

Enviada em 29/10/2021

Na Grécia Antiga, a Gerúsia consistia em um conselho formado por anciões que possuíam grande importância administrativa para a cidade, tornando-os valorizados e respeitados. Entretanto, é perceptível na contemporaneidade, a desvalorização bem como o abandono desse grupo, evidenciado principalmente pela falta de planejamento econômico pessoal dos cidadãos atrelada a ausência de medidas governamentais de atendimento aos idosos.

Inicialmente, é necessário destacar a falta de planejamento econômico pessoal da população como uma das causas da problemática. Um estudo efetuado pelo Banco Mundial indica que apenas 11% dos brasileiros economizam pensando no futuro. Assim sendo, o pensamento do filósofo Sêneca “nenhum vento é bom quando não se sabe para onde ir”, retrata muito bem a necessidade da organização, sobretudo financeira, dos indivíduos para que criem reservas monetárias a fim de garantir dignidade e conforto em sua velhice.

Além disso, a ausência de medidas governamentais de atendimento aos idosos ajuda a contribuir na manutenção do impasse. Segundo o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), 71% dos municípios brasileiros não tem instituições para a terceira idade, fato esse que acaba por ocasionar o desamparo desses indivíduos, gerando mais abandono e menos qualidade de vida.

Portanto, é fundamental a adoção de providências que possam amenizar o problema. Primeiramente, o Ministério da Educação, responsável por modelar a educação básica no país, deve introduzir a educação financeira nas escolas, por meio da implantação de uma disciplina específica a fim de conscientizar os cidadãos a pouparem recursos para o futuro. Ademais, o Governo Federal deve aumentar a demanda de casas de repouso, através da construção de asilos, objetivando proporcionar mais qualidade de vida e possibilidade de moradia para os idosos. Assim, o abandono desse gupo na contemporaneidade, poderá ser mitigado.