Abandono de idosos em questão na contemporaneidade

Enviada em 08/11/2021

Violência.Descaso.Imprudência.Essas características podem ser atribuídas a questão dos abandonos dos idosos, visto que nos dias atuais, ainda é um desafio a ser solucionado. Nesse viés, é possível analisar o seu agravamento não só pela negligência governamental, como também pela escassez de apatia familiar.

Primeiramente, vale abordar a omissão estatal, a qual colabora com esse cenário. De acordo com o Estatuto do Idoso, é dever do Estado garantir o direito à vida, à saúde, à dignidade para a terceira idade. Contudo, isso não é visto na sociedade contemporânea, tendo em vista, muitas vezes, a falta de investimentos em aparatos de subsistência, como alimentação e moradia digna para o suporte desse grupo. Tal ausência alimenta o distanciamento dos idosos mediante a esse direito extrememante importante. Logo, é necessário a reformulação da postura desse órgão.

Outrossim, é relevante evidenciar a falta de assistência familiar como um complexo dificultador. A esse respeito, uma pesquisa realizada pelo G1, mostra que mais de 60% da população idosa é abandonada por familiares. Nessa perspectiva, observa-se a classe parental como responsável pelo descuido dos indivíduos mais velhos, o que, lamentavélmente deixa esse grupo à margem da sociedade pela falta de aparato familiar. Dessa forma, enquanto esse problema persistir, a questão do abandono da terceira idade continuará sendo um grande desafio.

Portanto, medidas são necessárias para conter o avanço de tal problemática. Urge que o governo federal, no papel do Ministério Público, responsável pela defesa dos direitos e garantias do idoso, realize, por meio de ações judiciárias e políticas públicas, o dever da assistência  para as pessoas de melhor idade e os cuidados básicos, como alimentação e higiene, bem como casas de apoio que forneçam subsídios para esse grupo, a fim de levar segurança e  moradia digna. Assim, o Estatudo do Idoso será válido.