Abandono de idosos em questão na contemporaneidade
Enviada em 12/11/2021
Idosos, classificados como pessoas da terceira idade ou pessoas com ou mais de 60 anos, estão sendo abandonados sozinhos, em abrigos, seja ele público ou privado, e até mesmo em casas de repuso cada vez mais no decorrer dos anos aqui no Brasil.
Dos 210 milhões de brasileiros, cerca de 37,7 milhões são idosos, relata a pesquisa feita do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), que também mostra que 18,5% dessa população ainda trabalha e 75% dela contribuem para a renda de onde residem. Desde o ano de 2012, a porcentagem de idosos que moram em abrigos, a maioria em instituições de longa permanência , cresceu 33% e passou de 45.827 para 60.939 em apenas 5 anos, e estima-se que em 2021 tenha chegado aos 100.000.
“O Estado precisa reconhecer que a família brasileira mudou e precisa passar a compartilhar a responsabilidade pelo cuidado do idoso” afirma Marília Berzins, presidente do Observatório de Longevidade e Envelhecimento. “Alguns dizem: ah, não tem quem cuide do idoso porque a mulher trabalha. Jogamos nas costas das mulheres uma responsabilidade que é do Estado” diz a presidente.
Abandono de incapaz é crime e a pena chega a ser de seis meses à três anos de prisão, caso o abandono seja feito à um idoso, o crime pode render até 16 anos de prisão para quem o praticou. Se os filhos ou parentes próximos deixarem o idoso em uma casa de repouso, pagarem a mensalidade, mas não forem visitá-lo, isso vai se caracterizar abandono afetivo, e nessas circunstâncias cabe também processo civil indenizatório por danos morais.
Devido o grande número de idosos, frear as idas permanentes deles aos abrigos, fazê-los passarem as noites com os familiares ou exigir que os parentes visitem uma vez por semana são soluções que irão ajudar a diminuir os índices de abandono aos idosos.
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