Abandono de idosos em questão na contemporaneidade
Enviada em 15/11/2021
No filme animado “Up Altas Aventuras” retrata a história de Carl, um idoso que não aceitava ter que deixar sua casa para morar no asilo. Fora das telas, o abandono de idosos têm crescido e tornou-se um grande problema para o país. Isso acontece devido às relações familiares e, também, pela falta de rigor das leis. Desse modo, faz-se essencial analisar esses fatores.
Diante disso, é valido destacar às relações intrafamiliares como um dos causadores do problema. Nessa perspectiva, Zygmunt Bauman, filósofo polonês, defende a ideia da modernidade líquida, característica da pós-modernidade, de que há uma queda nas atitudes éticas pela fluidez dos valores. Dessa forma, percebe-se que, na contemporaneidade, a moral e os valores, presentes nas famílias, estão deturpados e, com isso, surgem a falta de empatia e a individualidade. Esses problemas acabam afetando diretamente os mais velhos, por meio do desprezo e ausência de amor, consequentemente, abandonam essas pessoas em asilos para que outros indivíduos cuidem.
Outrossim, o pouco rigor das leis é um fator que coopera para que o abandono persista. Seguindo esse raciocínio, o Estatuto do Idoso considera crime o abandono de idosos em hospitais e asilos, com detenção de 6 meses a 3 anos. Entretanto, mesmo com os avanços da área jurídica, a pena prevista na lei ainda é pouca, a qual estimula pessoas de mau-caráter a cometer esses delitos. Dessa maneira, infelizmente, a pessoa com idade avançada fica desamparada tanto pelos familiares, quanto pela lei. Assim, é inadmissível que o sistema jurídico brasileiro continue tendo leis que não punem corretamente o violador.
Destarte, é necessário, com urgência, reverter esse cenário. Portanto, cabe ao Poder Legislativo, como poder maior na formulação de projetos e leis, fortalecer o Estatuto do Idoso. Essa ação será realizada por meio da criação de penas mais contundentes e firmes aos violadores da lei, com o intuito de proteger e conceder justiça às pessoas da terceira idade. Assim, com tal medida, o Brasil será um lugar melhor para viver.