Abandono de idosos em questão na contemporaneidade
Enviada em 18/11/2021
A Constituição brasileira promulgada em 1988, é dever do poder público zelar pelo bem-estar da população, garantindo os direitos essenciais, como a saúde a segurança. Entretanto, são poucos, de fato, que possuem esses privilégios efetivados, visto que a ocorrência do abandono de idosos devido à falta de conscientização social atrelada ao individualismo, vai de encontro com o exposto na Magna Carta. Nesse sentido, convém analisar as causas e as soluções viáveis para atenuar tal problemática.
Deve-se analisar, de início, como a falta de conscientização social contribui para a permanência desse impasse. Ao analisar a grade curricular das instituições públicas de ensino, observa-se que não existe nenhuma disciplina que vise a conscientização social no que tange às diversas problemáticas sociais, como o abandono de idosos, por exemplo. Sob esse viés, pode-se afirmar que sem o direcionamento escolar os cidadãos não desenvolvem o sentimento empático de cuidado com os idosos e, consequentemente, o panorama do desamparo é mantido. Dessa forma, verifica-se a necessidade de ações contundentes para mitigar essa conjuntura.
Somado a isso, é essencial compreender como individualismo permite a manutenção desse panorama de descuido com os idosos. Sob a perspectiva do conceito “Homem Cordial” proposto pelo sociólogo Sérgio Buarque de Holanda, pode-se afirmar que os brasileiros tendem a ser individualistas, priorizando os interesses pessoais em detrimento aos coletivos. Dessa forma, essa tendência compromete a empatia nas relações sociais, fato que afeta, significativamente, a adesão as causas sociais como a garantia da qualidade de vida dos idosos.
Diante disso, é necessária uma ação efetiva por parte do governo, instância máxima de administração executiva, que consistiria em campanhas de cunho informativo e de amplo alcance, através dos principais meios de comunicação, como publicações nas redes sociais e reportagens em canais abertos da televisão. Nesse processo educativo, deve ser abordada a importância da empatia nas relações sociais e a importância do cuidado com os idosos, a fim de conscientizar a população e garantir aos idosos os direitos presentes na Magna Carta. Ademais, é necessário que o Ministério da Educação adicione ao planejamento escolar um ensino dinâmico, voltado para a conscientização social nos diversos âmbitos, a fim de garantir a empatia nas relações sociais.