Abandono de idosos em questão na contemporaneidade
Enviada em 07/04/2022
O artigo 5° da Constituição Federal Brasileira de 1988 garante igualdade de direito a todos os cidadãos. No entanto, na prática, tal proteção não é assegurada adequadamente, tendo em vista a questão do abandono de idosos no Brasil. Dessa maneira, a negligência estatal e o desamparo familiar constituem as duas principais causas dessa problemática.
A princípio, vale ressaltar que a desproteção do idoso é uma consequência da imperícia do Estado. Nesse sentido, segundo o filósofo contratualista John Locke, o bem-estar social é um dever da máquina administrativa. Entretanto, nota-se o descumprimento dessa tese, já que o serviço de saúde pública em todo o território nacional é precário e desampara a terceira idade. Além disso, não há na grade curricular brasileira a matéria de Educação Financeira, isso faz com que os idosos cheguem a essa idade sem um planejamento financeiro e tornando-se dependentes economicamente de terceiros, estão sujeitos ao abandono. Logo, a má gestão governamental impacta significativamente nos mais velhos.
Ademais, cabe apontar que o desauxilio familiar impulsiona a questão do desamparo aos idosos. Nessa lógica, em diversos trechos da Bíblia, livro sagrado para os cristãos, é possível encontrar relatos de como um ambiente familiar acolhedor impacta positivamente na vida dos seres humanos. Contudo, as famílias brasileiras deixam de cumprir os mandamentos sagrados quando negligenciam as suas responsabilidades afetivas com os mais velhos. Dessa forma, aquilo que deveria ser a “melhor idade” transforma-se em uma fase da vida infeliz e solitária para os mais antigos quando são rejeitados por sua parentela.
Portanto, faz-se imprescindível que medidas sejam tomadas para reverter esse cenário. Sendo assim, cabe ao Ministério da Educação inserir debates acerca dos diversos problemas presentes na sociedade, através de alterações na Base Curricular Comum, as quais afetarão as disciplinas de matemática, biologia e sociologia de modo a formar cidadãos conscientes financeiramente, desejosos por um sistema público de saúde exemplar e zelosos por suas famílias. Assim sendo, os idosos terão acesso a todos os seus direitos conforme previsto pela Magna Carta.