Abandono de idosos em questão na contemporaneidade
Enviada em 09/08/2022
Com o aumento da expectativa de vida dos brasileiros, o número de idosos está em constante crescimento e já passa dos 30 milhões, de acordo com dados do IBGE. Sendo assim, o debate sobre o abandono de anciões na contemporaneidade se faz necessário, tendo em vista que essa questão é recorrente no Brasil. A falta de afeto da sociedade atual e o descaso governamental são alguns dos desafios no combate ao abandono de pessoas idosas.
Primeiramente, a falta de afeto na atualidade é uma das causas do abandono de idosos ocorrer com tanta frequência. Segundo o sociólogo Zygmunt Bauman, o tempo presente é definido como “modernidade líquida”, visto que há uma vulnerabilidade e fluidez nas relações sociais. Nesse contexto, as pessoas são invadidas pelo individualismo e a estabilidade do afeto foi descartada, levando filhos e parentes próximos a desampararem os idosos sem nenhuma solidariedade. Assim, a efemeridade dos vínculos contemporâneos é um desafio no enfrentamento do abandono de pessoas mais velhas.
Além disso, a negligência por parte do governo contribui para que o abandono de idosos permaneça. Segundo o filósofo Thomas Hobbes, o Estado é responsável por garantir o bem-estar da população. No entanto, esse princípio não é cumprido no Brasil, pois há uma ausência da execução das leis que protegem a pessoa idosa e de campanhas públicas que visem o combate do desamparo dos anciões. Logo, medidas governamentais são fundamentais na solução desse problema.
Portanto, o abandono de idosos é uma questão recorrente e atual. Dessa forma, o Estado, por meio do Conselho Municipal do Idoso e das mídias sociais -principal veículo de informações contemporâneo-, deve criar campanhas que condenem a prática do desamparo de anciões alertando para a responsabilidade afetiva e ressaltando as punições cabíveis a essa prática. Isso deve ser feito para que o combate ao abandono de pessoas idosas seja possível e esse problema social seja amenizado.