Abandono de idosos em questão na contemporaneidade

Enviada em 14/08/2022

A Constituição Cidadã de 1988 garante o amparo às pessoas idosas, todavia, o Poder Executivo não efetiva esse direito. Consoante a Aristóteles, a política serve para garantir a felicidade e o bem comum aos cidadãos. Logo, depreende-se que esse conceito encontra-se deturpado quanto o abandono de idosos hodiernamente, devido, majoritariamente, à negligência governamental e ao preconeito dessa parcela da sociedade.

Primeiramente, vale ressaltar que à débil ação do Poder Público, possui íntima relação com o revés. Acerca disso, Thomas Hobbes defende a obrigação do Estado em proporcionar meios que auxiliam o progresso do corpo social. As autoridades, entretanto, vão de encontro ao pensamento de Hobbes, visto que é indubitável a ausência de medidas governamentais para combater os maus tratos aos idosos, que impulsiona a problemática. Assim, parcela dessas vítimas vive à margem da sociedade, fazendo os direitos permanecerem apenas no papel.

Ademais, outro entrave é a mentalidade retrógrada de parte da população, que age como se os idosos fossem incapazes de interagirem na sociedade atual. De fato, tal atitude se relaciona com o conceito de “banalidade do mal”, trazido pela socióloga Hannah Arent: quando uma atitude preconceituosa ocorre constantemente, as pessoas param de vê-la como errada. Exemplo disso é a discriminação às pessoas idosas - seja por reproduzir frases como: “estão muito velhos para isso”, seja por abandono de incapazes. Desse modo, é imprescindível que a mudança dessas banalidades sejam alteradas.

Infere-se, portanto, que o comportamento social possui estreita relação com os aspectos do Poder Público. Sendo assim, é alentado que o Ministério da Cidadania deve investir, por meio de incentivos fiscais previstos por lei, na criação de políticas públicas mais eficazes no que tange a proteção dos idosos. Além disso, o Estado - em consonância com os municípios - deverá orientar, por meio de redes sociais, cartilhas educativas, na conscientização aos cuidados das pessoas idosas, a fim de formar cidadãos que não perpetuem tais banalidades. Assim, o Estado desempenhará corretamente o seu corpo social, tal como afirma Thomas Hobbes.