Abandono de idosos em questão na contemporaneidade

Enviada em 25/08/2022

A Constituição Cidadã de 1988 garante o amparo às pessoas idosas, entretanto, o Poder Executivo não efetiva esse direito. Consoante a Aristóteles, a politica serve para garantir a felicidade e o bem comum aos cidadãos. Logo, verifica-se que esse conceito encontra-se deturpado quanto ao abandono de idosos hodiernamente, devido, majoritariamente, à negligência governamental e à exclusão de uma parcela desse grupo pela sociedade.

Primeiramente, é indubitável a ausência de medidas governamentais para combater a violência ao idosos, que corrobora a omissão do Estado no que tange à criação de políticas públicas voltadas à proteção desse grupo. Isso, por conseguinte, vai de encontro ao pensamento do filósofo Thomas Hobbes, visto que, para Hobbes, é obrigação do Poder público proporcionar meios que auxiliam o progresso do corpo social. Desse modo, parte desse grupo vive à margem da sociedade, o que, lamentavelmente, garante a condição de subcidadania de diversos indivíduos.

Ademais, outro entrave é a mentalidade retrógrada de parte da população, que age como se os idosos fossem incapazes de interagirem na sociedade atual. Nesse cenário, perpetua-se o conceito de “cidadania mutilada”, pois esses cidadãos se vê aos pedaços, marcados pela exclusão diante uma população preconceituosa , muitas vezes, pelos próprios famíliares, por exemplo.Posto isso, é essencial que a mudança desses hábitos sejam alterados.

Infere-se, portanto, que o comportamento social possui estreita relação com os aspectos do Poder Público. É alentado, então, que o Ministério da Cidadania deva investir, por meio de incentívos físcais previstos por lei, na criação de políticas públicas mais eficazes no que tange à proteção de pessoas idosas, seja física ou verbal, a fim de proteger esse grupo dos abandonos. Além disso, o Ministério da comunicação - em consonância com os munícipios - deverá investir em propagandas - por meio de redes sociais, rádios locais e cartilhas educativas -na orientação sociedade, sobretudo, ao respeito e à inclusão dos idosos, a fim de mudar hábitos hostis e conscientizando a população. Assim, tal como afirma Thomas Hobbes, o Estado desempenhará corretamente o devido corpo social.