Abandono de idosos em questão na contemporaneidade
Enviada em 15/09/2022
A partir do século XX, com a Revolução Técnica-Científica-Informacional, os avanços científicos e o desenvolvimento da medicina, houve o aumento da expectativa de vida. Entretanto, ao invés desse fato ser motivo de comemoração, torna-se preocupante devido à precarização da qualidade de vida, principalmente, dos idosos, uma vez que o índice de abandono dessa população é crescente. No Brasil, isso ocorre pela indiferença social e intensifica-se pela falta de ações governamentais.
Em primeiro lugar, é imprescindível discutir a apatia da sociedade. Nessa perspectiva, o aumento no número de idosos abandonados em asilos, é consequência da dificuldade dos mais jovens em lidar com as necessidades que uma pessoa mais velha requer e, a partir dessa dificuldade, o asilo é uma opção mais fácil, como revela a pesquisa do IBGE. Dessa maneira, apesar dos problemas que o abandono causa, a população mostra-se indiferente, assemelhando-se ao estudo denominado Atitude Blasé, do sociólogo Georg Simmel, que mostra a apatia da sociedade frente a um grave problema que necessita da intervenção social.
Além disso, vale ressaltar a falta de políticas públicas. Nesse contexto, o Estado, responsável por assegurar os direitos constitucionais, escritos em 1988, mostra-se negligente às necessidades dos idosos, uma vez que o aumento no número dessa população é uma realidade que se expande, como revela a pesquisa feita pela OMS, no Brasil havia cerca de 17 milhões de idosos, no ano de 2010. Dessa forma, apesar desse crescimento, as autoridades públicas não elaboram projetos públicos que melhorem a qualidade de vida dessa população e miniminizem os índices de abandono.
Portanto, medidas públicas são necessárias. Assim, é dever do Estado, em parceria com o Ministério do Desenvolvimento Social, a elaboração de um projeto nacional, por meio da criação de casas de apoio para os idosos e suas famílias, com atividades físicas e ambientes de lazer, que promovam a integração e o fortalecimento das relações familiares. Espera-se, a partir disso, a diminuição nos índices de abandono e a melhoria na qualidade de vida dos idosos.