Abandono de idosos em questão na contemporaneidade
Enviada em 16/09/2022
Impasses para um envelhecimento digno
Desde os primórdios da humanidade, é comum e natural, no ciclo da vida, que os indivíduos envelheçam e precisem de auxílio para o seu cotidiano quando atinginem uma idade avançada, realidade essa que tem se tornado cada vez mais evidente nas últimas décadas com o aumento da expectativa de vida, possibilitado pelos avanços científicos. Todavia, nos últimos anos, existem muitos idosos que não vêm recebendo os cuidados necessários pelos seus familiares, encontrando-se, consequentemente, em situação de abandono.
Entre os cuidados que não são dados por uma determinada família, é possível observar as economias destinadas ao bem-estar do idoso sendo utilizadas para outras finalidades sem importância fundamental, ou até mesmo a falta de visitas regulares aos idosos em asilos, hospitais, entre outros. Em muitos casos, diversas famílias chegam a fornecer para esses estabelecimentos documentos falsos, como números de telefone e endereços, para contato em caso de alguma emergência.
Nesse âmbito, é necessário destacar que essas e diversas outras negligências violam os direitos estabelecidos no Estatuto do Idoso, podendo resultar em prisão para aqueles que não cuidam, devidamente, dos seus familiares que estão na terceira idade. Entretanto, embora já tenham ocorrido muitos avanços por meio do estatuto e de outras leis, ainda existem problemas que impedem a diminuição dos casos de abandono, tais como a falta de denúncias e de fiscalizações.
Sendo assim, é necessário que o Governo Federal, através do Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, informe à população, através da televisão e das redes sociais, sobre a questão do abandono de idosos e sobre as suas consequências estabelecidas no Estatuto do Idoso, e que também aumente a fiscalização nos diversos órgãos públicos a fim de diminuir os casos de abandono nesses locais. Assim, será possível que esse problema não venha a se tornar uma emergência no futuro, quando a expectativa de vida continuar a aumentar no país.