Abandono de idosos em questão na contemporaneidade

Enviada em 30/10/2022

Ao destacar a ideologia do filósofo Platão, especificamente sobre o uso da razão para solucionar problemas sociais, nota-se que essa conduta não é utilizada pelos brasileiros, sobretudo quando se refere ao abandono de idosos em questão na contemporaneidade. Essa realidade resulta essencialmente em vulnerabilidade à violência e pode também levar a problemas psicológicos.

Sob esse viés, a suscetibilidade dos idosos a violência é um dos mais graves problemas do abandono, visto que, ao serem desprezados, acabam por ficar à mercê da própria sorte e, por estarem desprotegidos, ficam vulneráveis a atos violentos advindos de pessoas de má índole. Esse contexto contraria a Constituição Federal de 1988, que assegura aos cidadãos brasileiros, entre outros direitos, a segurança e a proteção à vida. Desse modo, medidas são necessárias por parte do governo para mudar as bases desse problema.

Ademais, outro problema que pode ser ocasionado pelo desamparo aos idosos, está relacionado ao desenvolvimento de questões psicológicas. Em decorrência do abandono, diversos tipos de desordem mental podem ser desencadeados, desde a baixa autoestima até outros mais graves como ansiedade ou depressão. Nesse aspecto, o escritor Gilberto Dimenstein, na obra “Cidadão de Papel”, afirma que as leis propostas na Constituição não são colocadas em pratica pelos governantes. Isso ocorre de forma que as garantias constitucionais tão necessárias para a qualidade de vida, como a saúde, seja ela física ou mental, torna-se de “papel”, apenas em discurso. Assim, urge que ações interventivas sejam realizadas para combater as graves consequências do abandono ao idoso.

Portanto, para solucionar tais entraves, cabe ao Ministério da Cidadania – órgão responsável pelo desenvolvimento de políticas que assegurem os direitos sociais – facilitar o acesso aos abrigos já existentes para os idosos, por meio da ampliação de vagas e da redução da burocracia, a fim de evitar permanência na rua e a exposição dessas pessoas à violência. Paralelamente, o estado deve disponibilizar profissionais para prestar atendimento psicológico, de modo a amenizar os danos causados pelo abandono aos idosos. Dessa forma, a ideologia de Platão sobre a razão será colocada em pratica.