Abandono de idosos em questão na contemporaneidade
Enviada em 03/11/2022
O Estatuto do Idoso determina que é dever do Estado e da família assegurar aos cidadãos acima de 60 anos o direito à vida digna e segura, não podendo ser desamparados no momento com menor capacidade cognitiva e intelectual desde sua origem. Assim, nota-se uma grande precariedade de assistência da sociedade brasileira em relação a tais indivíduos, no qual a globalização e a falta de ações do governo com políticas públicas efetivas contribui para o descaso do abandono social para com os idosos.
Em primeiro lugar, o filósofo Zygmunt Bauman aborda em seu livro “Mordenidade Líquida " que as relações sociais estão vazias e sem apego emocional, em que o mundo digital contribui arduamente para tal fato. Com esse viés, o abandono familiar com os parentes idosos é cada vez mais comum em decorrência de um contexto social que o tempo livre é escasso, fruto da grande carga de trabalho e preocupação individual para busca de desejos e metas. Com isso, a falta de empatia e vínculos sociais fragilizados potencializa o despejo e a ausência da família para proteção do idoso.
Ademais, a insolência de práticas efetivas do Estado de inclusão social para o público idoso contribui para o aumento significativo dos mesmos em asilos públicos. Dessa forma, segundo dados de 2017 da Revista Isto é, cerca de 60 mil idosos encontram-se desamparados em abrigos públicos, no qual uma grande parte apresenta problemas de sáude e baixa expectativa de vida, sendo a falta de atividades sociais um fator para tal problema. Portanto, o melhor desenvolvimento de políticas públicas para inclusão social do idoso permitirá uma melhor qualidade de vida e a diminuição do abandono familiar dos mesmos.
Sendo assim, o Ministério da Cidadania deve promover mudanças para melhor atendimento à pessoa idosa, como melhorias dos asilos públicos e propiciação de atividades lúdicas para inclusão social, por meio de investimentos e parcerias com as secretarias dos estados que promovem o direito dos idosos, a fim de diminuir o abandono familiar e garantir uma vida digna e satisfatória, promovendo cidadãos com melhor qualidade de vida até o fim de sua origem.