Abandono de idosos em questão na contemporaneidade
Enviada em 09/11/2022
O jornalista Gilberto Dimenstein em sua obra “Cidadão de Papel”, retrata um indivíduo que, apesar de possuir direitos na legislação, não os vivência. Nesse sen-tido, essa situação pode ser observada em diversos contextos brasileiros, como no alarmante aumento no abandono de idosos, condição que traz diversas conse-quências para milhares de pessoas. Diante disso, é necessário que medidas sociais e governamentais sejam implementadas para amenizar os impactos causados pela problemática.
Primeiramente, é importante ressaltar a falta de planejamento financeiro por parte dos cidadãos, como pilar da chaga. Diante disso, é necessário enfatizar que, conforme uma pesquisa publicada pelo portal de notícias GI, mais de 70% das famílias no Brasil estão endividadas. Portanto, pode-se concluir que, grande parte dos brasileiros não estão preocupados com o dia de amanhã, uma vez, que estão sobrecarregados com altíssimas dívidas. Prova disso, é que segundo dados do Banco Mundial, aproximadamente, apenas 1 a cada 10 brasileiros fazem poupan-ças para o futuro.
Ademais, convém pontuar que o principal efeito negativo disso é a precarização desse grupo. Sob essa perspectiva, é conveniente ressaltar que, segundo o artigo 9° do Estatuto do Idoso, a pessoa idosa tem direito à proteção à vida e à saúde. Porém, como visto, grande parte da população não está preparada financeiramen-te para os seus anos de velhice, e consequentemente, aos altos custo com a saúde quem vem junto, o que leva a degradação da qualidade de vida e em muitos casos a morte. Além disso, muitas famílias também não possuem condições de sustentar seus parentes idosos, o que resulta no desamparo dessa minoria.
Com base no exposto, percebe-se a necessidade de implementar medidas que visam a combater os problemas apresentados. Assim, as escolas devem, através de discussões - por intermédio de palestras - com especialistas na área, conscientizar seus alunos, sobre os perigos que não ter um planejamento financeiro pode acar-retar no futuro. Em adição, o Estado deve criar programas de renda para auxiliar as famílias a cuidarem de seus entes queridos.