Abandono de idosos em questão na contemporaneidade
Enviada em 07/11/2022
O filme “Up: Altas Aventuras”, retrata a história de Carl Fredricksen, um senhor viúvo de 78 anos, que ao longo da trama passa por diversas situações que revelam a negligência do mundo com os idosos. Fora da ficção, fica clara que a realidade apresentada na obra se faz presente, uma vez que o abandono de pessoas idosas em questão na contemporaneidade se configura como um problema. Nesse sentido, tal impasse é provocado não só pela falta de medidas governamentais, como também pelas relações frágeis.
Sob essa perspectiva, é imperioso destacar a ausência de empenho do governo como um fator determinante para a intensificação do problema. Sendo assim, segundo a assessora técnica na área de direitos e políticas das pessoas idosas, professora Pérola Melissa Vianna Braga, a nação brasileira é educada desde a infância a valorizar o novo e descartar o antigo, o que reflete diretamente na temática: determinar o idoso como algo desnecessário socialmente. Sob esse viés, é valoroso que o Estado dê a devida atenção para combater esse pensamento populacional, para modificar essa realidade tão vigente no país.
Outrossim, desde a modernidade, as pessoas passaram gradativamente a se centrar em sua própria sobrevivência e se tornaram menos empáticas. Analogamente, como pautado pelo sociólogo polonês, Zygmunt Bauman, em seu livro “Modernidade Líquida”, a sociedade se tornou algo cada vez mais individual e o outro é considerado como indiferente. Assim, as relações digitais, supérfluas e volúveis, acumulam-se nas redes sociais, em detrimento dos laços familiares e verdadeiramente humanos, que precisam ser nutridos para priorizar a vida e o bem-estar coletivo. À vista disso, fica clara a necessidade de combater o abandono de idosos na contemporaneidade.
Portanto, o governo federal deve, por intermédio do Ministério da Educação, realizar campanhas educativas nos principais meios de comunicação social, que falem sobre a velhice de maneira clara, sobre sua naturalidade e, além disso, trabalhar a temática em sala de aula desde a infância, a fim de informar a população e estimular o bem da coletividade. Feito isso, o Brasil poderá ter narrativas diferentes da retratada pelo filme “Up: Altas Aventuras”.