Abandono de idosos em questão na contemporaneidade
Enviada em 05/07/2023
Durante o sécuo XXI, a Medicina e a Ciência sofreram avanços exponenciais, elevando a expectativa de vida populacional. Em contraponto, no Brasil contemporâneo, nota-se que não houve preparo para tal situação, resultando no abandono de idosos no país. Sendo assim, é pertinente compreender as causas dessa problemática: o descaso familiar e o analfabetismo tecnológico.
Diante desse cenário, cabe afirmar que o desamparo da família é um sustentáculo para o abandono de idosos. A respeito disso, é válido ressaltar que, segundo o livro “Manual de psiquiatria clínica”, a relação com a família na vida de um indivíduo afeta radicalmente seu estado psicológico. Dessa forma, é perceptível que o afastamento da família contribui substancialmente para a sensação de abandono do idoso, que vai sendo marginalizado dentro de seu núcleo familiar. Logo, fica evidente que informar população acerca desse comportamento é de suma importância para atenuar o problema em questão.
Ademais, é importante citar que a falta de conhecimento tecnológico é um impulsionador direto para a problemática discutida. Isso porque as sociedades modernas contam cada vez mais com diversas opções de acessibilidades tecnológicas, como pedidos online e transações monetárias. Em contrapartida, os idosos não foram instruídos para utilizar essas inovações, não usufruindo de seus benefícios e ficando abandonados do restante da população. Esse panorama é uma clara afronta ao conceito de isonomia de Aristóteles, na qual todos os indivíduos devem ser tratados de forma igual, respeitando suas desigualdades. Dessa maneira, investir em políticas públicas de ensino é um desafio central para o tópico discutido.
Em suma, fica explícito que o abandono de idosos é um complexo problema. Desse modo, a Mídia, articuladora dos conhecimentos públicos, deve informar o povo brasileiro acerca das condutas de descaso com o idoso, por meio de ficção engajada e anúncios televisivos, com o objetivo de conscientizar a população. Concomitantemente, o Estado, responsável pelos serviços públicos, deve investir na educação tecnológica do idoso, por meio de cursos gratuitos, visando integrar essa parcela da população na sociedade. Sendo assim, a questão será atenuada.