Abandono de idosos em questão na contemporaneidade

Enviada em 04/08/2023

Na obra literária “Tudo é Rio” de Carla Madeira é retratada muitas relações de agressão verbal, física e patrimonial entre familiares. Apesar de tratar-se de uma ficção, fora dela, a realidade é semelhante, principalmente em vínculos com partes vulneráveis da população, sejam crianças, mulheres ou idosos. Diante disso, é im-portante refletir acerca do principal motivo da vulnerabilidade de pessoas com ida-de acima de 65 anos, bem como os lares agem injustamente com eles.

A princípio, vale ressaltar a importância do apoio parental na velhice, visto que é um período de debilitações, que muitas vezes, é negligenciado. Em 1903, foi funda-do o Manicômio Barbacena, e o que era para ser uma instituição de ajuda psicoló-gica, tornou-se um meio da família internar, entre muitos injustiçados, os idosos. Apesar desse não ser um acontecimento recente, a selinidade ainda é tratada com descaso e usada como desculpa para desamparar essa minoria da sociedade, pois eles continuam sendo mantidos em condições insalubres.

Conforme Michel Focaut, há uma relação de poder através da disciplina por ins-tituições, que muitas vezes é abusivo. Dessa forma, o conceito é aplicável ao se tra-tar de organizações como asilos, já que os idosos estão sob seus cuidados, e, com o abandono familiar, são deixados de lado, tornando-se um alvo fácil para ataques dos funcionários. Segundo a pesquisadora Cecília Minayo, da Fiocruz, mais de 60% dos casos de violência em maiores de 65 anos, são cometidos em casas de repouso, o que reforça o abuso de poder cometido pelo estabelecimento.

Portanto, são necessárias medidas para que as necessidades do grupo social sejam atendidos. Para esse fim, a fampilia deve acompanhar os internados e não os negligenciar por meio de visitas e respeito a seu patrimônio. Tal medida tendo o intuito de cuidar do bem-estar mental e físico dos idosos para que seus direitos se-jam devidamente respeitados conforme a lei brasileira. Além disso, os cuidadores de lares devem prestar assistÇencia de forma ética e serem devidamente prepara-dos para exercer a profissão. A partir disso, a minoria poderá ter uma melhor quali-dade de vida e o amparo que precisar.