Abandono de idosos em questão na contemporaneidade

Enviada em 11/10/2023

“O amor como princípio, a ordem como base,o progresso por fim”. Esse lema positivista,formulado pelo filósofo francês August Cont, inspirou a célebre frase da bandeira nacional “ordem e progresso”. No entanto,o cenário desafiador vivenciado no Brasil apresenta uma antítese à máxima do símbolo, uma vez que o abandono de idosos na contemporaneidade resulta em desordem e retrocesso do desenvolvimento social. Desse modo, não só a falta de debate, mas também a negligência governamental solidificam tal mazela.

Diante disso, em uma primeira análise, é importante apontar a ausência de debate como um dos desafios do problema. Nessa perspectiva,em um de seus contos, Machado de Assis afirma que, por intermédio do diálogo e da divulgação de ideias, é possível se fazer um livro, um governo ou uma revolução.Fora das páginas, a ideologia do autor mostra-se plausível para solucionar os obstáculos atenuados ao abandono de idosos em questão na contemporaneidade. Entretanto,observa-se que há pouco debate em parte da população sobre o abandono de idoso, tanto pela família, como pela sociedade.Assim,essa parcela da população se sente excluída e esquecida.Desse modo,sem debate massivo sobre essa questão na contemporaneidade, acaba sendo silenciado dificultando,assim,a sua resolução.

Além disso,é imperioso destacar que a insuficiência legislativa potencializa esse impasse.Dessa forma,para o filósofo polonês Zygmunt Bauman, uma instituição quando posicionada de forma a ignorar sua função original,é considerada em um estado de “zumbi”.Sob esse viés,o Estado brasileiro é análogo a esse conceito,visto que,no que tange ao investimento na criação de programas que viessem ajudar na criação de empatia,cuidado ,respeito e inclusão de idosos, ele é ausente. Isto posto,tal postura negligente contribui para que parte dos idosos cresça sem convívio social e não tendo o devido amparo estatal necessário.

Logo,é mister que medidas sejam tomadas.Destarte,urge que o Ministério da Saúde crie debates e propagandas,por meio de psicólogo, com o fito de elucidar a população sobre o cenário atual trazendo assim impatia e cuidado para os idosos.Tais debates devem ser transmitidos nas redes de todos os Ministérios para atingir o maior número de pessoas.