Abandono de idosos em questão na contemporaneidade

Enviada em 07/09/2023

Desde o começo do século XX, com os avanços medicinais, avanços tecnológicos, maior preocupação no planejamento urbano, aumento dos índices de acesso a saneamento básico e erradicação de diversas doenças, a população mundial gradativamente começou a viver mais. Poder viver mais, de certa forma, é o reflexo de uma melhora na qualidade de vida, entretando, o envelhecimento populacional vem apresentando algumas consequências negativas nos países que estão perpetuando com essa mudança na sociedade.

Em primeiro plano devemos destacar as principais consequências negativas do envelhecimento populacional: 1 - Redução da População Economicamente Ativa (PEA); 2 - Mais cidadãos com direito a aposentadoria, logo, gerando gastos inevitáveis ao governo; 3 - O aumento do abandono de idosos. A última ocorre principalmente devido a falta de condições econômicas das famílias e a dificuldade de lidar com idosos, pois precisam de cuidados e tratamentos especiais. De acordo com o Estatuto do Idoso o abandono é um crime que pode render até 16 anos de prisão para quem o pratica.

Por outro lado, o idoso que é abandonado também sofre graves prejuízos. A terceira idade é marcada por uma série de mudanças na forma de socialização e por uma série de mudanças físicas, portanto, o apoio familiar nessa fase é de suma importância. Quando uma pessoa idosa é abandonada pela sua família, independentimente dos “porquês”, essa pessoa irá ficar insegura. Tal insegurança pode fazer com que o indivíduo se sinta desanimado, e a tendência é que se forme um quadro depressivo. Por isso é indispensável a presença de redes de apoio, entretanto, infelizmente a realidade está muito distante do ideal.

Em suma, para combater as consequências negativas citadas anteriormente, os grandes países redirecionam suas políticas públicas para o progresso e desenvolvimento. As estastísticas mostram que esses países (como, Japão e Canadá) utilizando de tal estratégia conseguiram reter essa mazela significantemente. Acredita-se que os países que possuem foco na saúde, economia e acessibilidade possuem mais facilidades em reter os problemas relacionados ao envelhecimento populacional.