Abandono de idosos em questão na contemporaneidade

Enviada em 17/06/2024

Na obra “Utopia”, do escritor Thomas More, é retratada uma sociedade perfeita, na qual o corpo social caracterizava-se pela ausência de problemas e conflitos. No entanto, o que se observa na realidade contemporânea é o oposto do que o autor prega, uma vez que há problemas relacionados com o abandono afetivo dos idosos no Brasil. Tal cenário perdura devido à negligência estatal e o desamparo. Desse modo, faz-se necessário o estudo desse panorama em busca de possíveis soluções.

Nesse viés, é válido ressaltar que à ausência governamental contribui para a persistência desse entrave. Segundo Thomas Hobbes, o Estado é responsável por garantir o bem-estar dos cidadãos. Porém, tal responsabilidade não está sendo honrada quando se observa a ineficácia legislativa a respeito da ocorrência de abandono aos idosos. Prova disso, é a escassez de políticas públicas adequadas à saúde dos idosos, como a ausência de profissionais especializados em geriatria, falta de medicamentos essenciais e longas filas para atendimentos e exames.

Ademais, o desamparo consiste em mais um motivo desse impasse. Nesse sentido, Djamilla Ribeiro explica que uma situação precisa sair da invisibilidade para que soluções sejam propostas. Contudo, há uma carência de familiares que se dediquem aos cuidados necessários e ao acompanhamento do idoso para viver com dignidade e segurança. Por conseguinte, isso pode resultar em isolamento, deterioração da saúde física e mental do idoso.

Portanto, medidas são necessárias para combater as lacunas referentes ao abandono afetivo dos idosos no território brasileiro. Desse modo, cabe ao Ministério da Mulher, Família e Direitos Humanos, cuja função é promover e assegurar os direitos da cidadania, resolver essa problemática, por meio de políticas públicas específicas para os idosos, abrangendo áreas como saúde, moradia e assistência social. Paralelamente, incentivar e apoiar famílias e comunidades a cuidarem de seus idosos, proporcionando recursos e orientações necessárias, a fim de que eles recebam o apoio necessário para viver com dignidade, segurança e bem-estar. Somente assim, o Brasil poderá seguir para o cumprimento da premissa de More, como em sua Utopia.