Abandono de idosos em questão na contemporaneidade
Enviada em 18/06/2024
Na obra “Utopia”, do escritor Thomas More, é retratada uma sociedade perfeita, na qual o corpo social caracterizava-se pela ausência de problemas e conflitos. No entanto, o que se observa na realidade contemporânea é o oposto do que o autor prega, uma vez que há problemas relacionados com o abandono aos idosos no Brasil. Tal cenário perdura devido à negligência estatal e o desamparo.
Nesse viés, é válido ressaltar que a lacuna governamental contribui para a persistência desse entrave. Segundo Thomas Hobbes, o Estado é responsável por garantir o bem-estar dos cidadãos. Porém, tal responsabilidade não está sendo honrada quando se observa a ineficácia legislativa a respeito do abandono contra os idosos. Prova disso, é a carência de políticas públicas adequadas para os idosos, como a ausência de profissionais especializados em geriatria, falta de leis específicas que protejam os direitos dos idosos e longas filas para atendimentos e exames.
Ademais, o desamparo consiste em mais um motivo desse impasse. Nesse sentido, Djamilla Ribeiro explica que uma situação precisa sair da invisibilidade para que soluções sejam propostas. Contudo, há uma escassez de familiares dispostos a dedicar o tempo necessário ao idoso e fornecer o acompanhamento essencial para que ele possa viver com dignidade. Por exemplo, a ausência de visitas regulares incentiva que o idoso se sinta solitário, além da falta de envolvimento em reuniões familiares.
Portanto, medidas são primordiais para combater as lacunas referentes ao abandono afetivo dos idosos no território brasileiro. Dessa forma, cabe ao Ministério dos Direitos Humanos, cuja função é promover e assegurar os direitos da cidadania, resolver essa problemática, por meio de políticas públicas específicas para os idosos, abrangendo áreas como saúde, moradia e assistência social. Paralelamente, incentivar famílias a cuidarem de seus idosos, proporcionando recursos e orientações precisas, a fim de que eles recebam o apoio necessário para viver com dignidade, segurança e bem-estar. Somente assim, o Brasil poderá seguir para o cumprimento da premissa de More, como em sua Utopia.