Abandono de idosos em questão na contemporaneidade
Enviada em 03/07/2024
Na animação americana “Up - Altas Aventuras” Carl Frederickser, um senhor de idade que vive solitariamente, frequentemente é ameaçado em perder sua casa e ser enviado para um asilo. Analogamente, na sociedade atual, a marginalização e incompreensão da velhice se da de forma cada vez mais recorrente, ocasionando obstáculos para o envelhecimento populacional. Nesse ínterim, é imperioso ressaltar os impactos causados por uma violação frequente dos direitos constitucionais e as ideologias de um abandono familiar.
Em primeira análise, é fundamental analisar o estaismo que acarreta em uma quebra constante nos direitos de um cidadão com maior idade. De acordo com o Estatuto da Pessoa Idosa, a sociedade e o Estado brasileiro têm o dever de amparar as pessoas idosas, assegurando sua participação na comunidade, defendendo sua dignidade e bem-estar e garantindo-lhes o direito à vida. De tal forma, a violação recorrente dos direitos, agrava a convivência do cidadão idoso brasileiro em meio a sociedade e seu ageismo.
Outrossim, o abandono afetivo e negligenciamento familiar resulta de maneira explícita na vida social e psicológica dos idosos. De acordo com o G1, denúncias de abandono de idosos crescem 855% em 2023. Sob o mesmo ponto de vista, essa negligência pode ser vista como uma violência a pessoa idosa.
Dessa maneira, cabe ao Estado como um todo sancionar leis e diretrizes direcionadas aos direitos da pessoa idosa assim como o cumprimento de tais leis e a família, prestando assistência afetiva, ou qualquer outra que respeite a dignidade do idoso.