Abandono de idosos em questão na contemporaneidade

Enviada em 01/11/2024

Outrossim, a invisibilidade midiática, no que tange à exposição dos casos e a necessidade de combatê-los é outro entrave para atenuar a situação marcante no país. Nessa perspectiva, a teoria da filósofa Hannah Arendt, “Banalidade do Mal”, a qual expõe o pior mal da humanidade, aquele que é visto como algo normal e é pouco debatido, aponta a presença de despreocupação dos civis em proteger a terceira idade. Sob essa ótica, é válido ressaltar a importância das redes midiáticas em conduzir um engajamento social e legislativo. No entanto, quando não há uma exibição dos casos ocorridos no Brasil e a relevância de acolher os idosos, alimenta os comportamentos abusivos e a severa prática causadoras de danos violentos aos direitos humanos, bem como tornando o problema invisível à população, provocando a continuidade do problema em combater a violência contra os idosos. Em síntese, para promover um cuidado com a pessoa idosa no Brasil, é preciso uma quebra da invisibilidade midiática, assim, os idosos não ficarão à margem de problemas físicos e emocionais devido à violência.

É indiscutível, portanto, que a inoperância das leis protetoras de idosos precisa ser combatida. Desse modo, o Ministério dos Direitos Humanos, responsável pela articulação das políticas de proteção dos direitos fundamentais, deve implementar leis protetoras que sejam eficazes para a promoção da segurança do idoso, por meio de plataformas de denúncia a abusos psicológicos e físicos cometidos contra idosos, a fim de proporcionar uma facilidade em relatar os casos de violência e abandono, garantindo de tal forma a integridade da vida do cidadão idoso e promovendo um envelhecimento longe de crueldade.