Abandono de incapaz em questão no Brasil

Enviada em 25/02/2021

A Declaração Universal dos Direitos Humanos, promulgado em 1948 pela ONU, Organização das Nações Unidas, garante o direito à segurança e ao bem-estar a todos os cidadãos. Contudo, os riscos frente ao abandono de incapaz no Brasil impossibilitam o usufruto desses direitos. Desse modo, a falta de dedicação integral ao indíviduo, ligado ao Estado incapaz de cumprir com a sua função de construir uma infraestrutura básica e proteger os vulneráveis são pilares da perpetuação da problemática.

A princípio, vale apontar que muitas pessoas precisam trabalhar e, para isso, deixam seus dependentes sozinhos em casa. Entretanto, sem condições físicas ou motoras suficiente, ficam em perigos, como intoxicação alimentar, quedas e asfixia. Para confirmar, segundo o Datafolha, acidentes domésticos com crianças teve queda de cerca de 8% na pandemia, uma vez que os responsáveis ficam mais em casa devido a quarentena. Logo, é essencial que medidas sejam tomadas para combater esse abandono.

Outrossim, o sistema político falha em construir uma estrutura básica à sociedade. Prova disso, é a falta de instituições educativas e seguras para deixar pessoas com incapacidade mental e motora. Para contextualizar, é precioso citar o ideal do chanceler alemão Bismark de que “A política é a arte do possível”. Contudo, a política brasileira falha na arte de proteger e cuidar de pessoas impossibilitadas de ficarem sozinhas, devido a uma infraestrutura falha.

Por fim, o governo deve proporcionar um local seguro e confortável para incapazes, por intermédio da criação de creches, para crianças, deficientes e idosos no período diurno, se comprovado a real necessidade do responsável de se ausentar dos cuidados. Ademais, a mídia, difusora de informações, deve atentar às famílias quanto às consequências do abandono de incapaz, por meio da retratação de casos reais e debates, de modo a mobilizar as famílias. Assim, o abandono deixará de ser uma questão urgente no Brasil.