Abandono de incapaz em questão no Brasil
Enviada em 19/03/2021
Na Idade Média era comum que se abandonasse familiares incapazes de trabalhar, seja pela idade ou por apresentar alguma deficiência. Essa atrocidade configura em abandono de incapaz, uma prática criminosa no Brasil, que ocorre quando o responsável negligencia uma criança, deficiente ou idoso com incapacidades físicas ou psíquicas de defender-se contra possíveis riscos. Assim, esse crime representa um problema ético que pode causar a morte.
Primeiramente, é imprescindível ressaltar que o abandono de um incapaz, mostra, sobretudo, a falta ética de seus responsáveis, que arriscam as vidas daqueles que devem ser cuidados. Conforme o historiador Leandro Karnal, o Brasil passa por uma crise ética, na qual a malandragem é romantizada e se enaltece o ato de aproveitar-se de outros indivíduos. Dessa forma, formam-se individuos mais egoístas, que podem até mesmo ameaçar a vida de outros para se beneficiarem, como é o caso de responsáveis que abandonam seus dependentes.
Outrossim, por conta de um momento de indiligência do responsável, um incapaz pode perder sua vida. Um exemplo dessa tragédia foi o caso de Miguel, uma criança de 5 anos, que caiu do 9° andar de um prédio enquanto estava sob responsabilidade da patroa de sua mãe, que o deixou sozinho em um elevador. Desse modo, a criança, sem capacidade mental para entender sobre os perigos altura elevada, se acidentou e veio a óbito. Dessa maneira, o abandono de incapaz pode desencadear terríveis consequências, como a perda do bem mais precioso, que é a vida.
Portanto, urge ao Estado, cujo dever é zelar e tomar decisões pela coletividade, combater a prática do abandono de incapaz. Isso pode ser feito por meio de palestras semanais nas escolas, que orientem sobre empatia, ética e cuidado com outras pessoas, a fim de criar uma sociedade que valorize a moral e a responsabilidade pelo outro. Dessa forma, se formarão cidadãos melhores, do ponto de vista ético e cientes da gravidade que pode ter o abandono de incapaz.