Abandono de incapaz em questão no Brasil
Enviada em 24/03/2021
Com o aumento do custo de vida nas metrópoles brasileiras, é visível a mudança na estrutura familiar nacional, em que ambos os pais precisam trabalhar para manter o estilo de vida doméstico. Isso gera diversas consequências para o bem-estar nacional, entre essas decorrências, pode-se exemplificar o abandono de incapazes em ambientes domésticos. Ademais, parte da culpa é devido a falta de inestimento governamental em políticas públicas que auxiliam pais que precisam trabalhar integralmente. Entretanto, outra parcela da responsabilidade é da própria família, que não se informa acerca dos riscos e consequências de abandonar um incapaz sozinho em casa.
Em primeira análise, deve-se ressaltar que segundo pesquisas do Instituto Data Popular feitas em 2015, cerca de 31% das mães no Brasil são solteiras. Esses dados evidenciam uma realidade em que o público materno precisa cuidar de seus filhos ao mesmo tempo que trabalha para manter a natureza econômica doméstica, essa adversidade somada a falta de vagas em creches e em instituições públicas infantis, corrobora com o abandono de crianças em suas residências. Além disso, o governo raramente investe em políticas públicas que fomentam o amparo a famílias que necessitam, contribuindo para a degradação do bem-estar populacional, visto que a estrutura familiar é afetadada como um todo, seja de forma direta, em que o pequeno precisa aprender a ser independente de maneira prematura, ou de maneira indireta, em que os pais vêem o sofrimento infantil e não podem agir acerca do assunto.
Sob um segundo olhar, no filme “Esqueceram de Mim” é retratada uma criança fica em sua residência sozinha por um período de tempo, em tal intervalo ocorre uma série de adversidades que colocam o garoto em risco. Dessarte, as consequências de abandonar um incapaz em casa são funestas, mesmo que os indivíduos sejam conscientes e não possuam nenhuma enfermidade psicológica, os perigos são os mesmos. Outrossim, a falta de informação entre a população acerca dos riscos em desabilitar um incapaz é um fator estimulante para o aumento de casos, principalmente entre a desproteção de idosos e deficientes. Além disso, entre as complicações ocasionadas, pode-se citar os acidentes domésticos, como queimaduras ou cortes.
Por tal prerrogativa, é necessário um replanejamento governamental em que a população seja priorizada e as mães sejam amparadas, para que os vulneráveis possam ser acolhidos no ambiente doméstico e no meio social. Ademais, a democratização da informação é primordial para o desenvolvimento de uma comunidade justa e segura. Dessa forma, o bem-estar populacional irá ser valorizado e desproteção não será uma adversidade.