Abandono de incapaz em questão no Brasil

Enviada em 24/03/2021

No Brasil, existem 34 mil crianças e adolescentes abrigados em casas de acolhimento, essa é uma estimativa do “ Sistema Nacional de Adoção e Acolhimento”. Esse número alarmante, escancara a atual realidade brasileira do abandono de incapaz, que tem, como fatores agravantes, a gravidez na adolescência e a desigualdade social.

Em primeiro plano, sabe-se que o maior obstáculo para diminuir a taxa de abandono de incapaz é a gravidez na adolescência associada a pobreza. Sobre isso, uma pesquisa feita pelo doutor “Drauzio Varella”, mostra que, a maioria das mães adolescentes tem poucos anos de escolaridade e vivem em regiões menos desenvolvidas do país. Diante dessa situação, as mães muitas vezes escolhem doar ou abandonar a criança, diante da falta de perspectiva de futuro, aumentando assim, o número de crianças em orfanatos.

Ademais, diante dessa situação, a realidade enfrentada pelas crianças nos orfanatos se torna uma dura trajetória, crianças que, muitas vezes passam por diversos processos de adoção, sem sucesso, que causam grande frustação. Além disso, ultimamente, os casos de devolução vêm aumentando, estima-se que, no Brasil, houve 172 casos de devolução de crianças já adotadas, assim noticiado pelo site “BBC”. Diante disso, muitas crianças se tornam pessimista, devido as diversas rejeições sofridas, podendo adquirir problemas psicológicos como a depressão, e também, o comprometimento de seu crescimento saudável.

Portanto, para que essa atual situação seja alterada, o Ministério da Educação deve implantar em todas as escolas, campanhas e programas voltados a conscientização sobre a gravidez precoce, afim de, solucionar o problema na raiz. Com grande divulgação, principalmente nas redes sociais, onde possa chamar a atenção das crianças e adolescentes. Elevando as discussões nas escolas e em suas comunidades, diminuindo o número de gravidezes indesejadas e de crianças abandonadas.