Abandono de incapaz em questão no Brasil
Enviada em 26/05/2021
Gabriel, O Pesandor, na música ‘‘Até Quando’’, elenca como principal crítica a comodidade do brasileiro frente aos problemas socias. Nesse sentido, essa sátira feita pelo cantor serve como símbolo para o conformismo social diante do abandono de incapazes no Brasil, já que é justamente a habitualidade dessa ação desuma que agrava tal problemática. Assim, a desconciencia da população e a falta de altruísmo nas relações são entraves a serem debatidos e mitigados para garantir o bem-estar social.
Em primeiro lugar, é importante analisar como a falta de consciência dos responsáveis por pessoas incapacitadas habitua essa problemática na sociedade. Isso poque, um indivíduo é considerado incapaz quando possui limitações físicas ou mentais. Nesse viés, quando seu responsável não possui cosnciência dessas limitações, ele tende a negligenciar os riscos assumidos pela solidão desse indivíduo e, consequentemente, buscar realizar pequenas tarefas que aos poucos levão ao abandono de incapaz. Desse modo, essa situação pode ser explicada pela ‘‘Teoria do Habitus’’, elaborada pelo sociólogo Pierre Bordieu, que enfatiza que o indivíduo tende a habituar e desenvolver comportamentos por ele incorporados no seu cotidiano. Por isso, ações para conscientizar a população são necessárias para atenuar a habitualidade dessa situação.
Em segundo lugar, cabe ressaltar que o caráter capitalista da sociedade brasileira agrava o desamparo aos incapazes. Conforme o sociólogo Zygmunt Bauman, em sua teoria da modernidade líquida, as relações econômicas estão sobrepostas às relações sociais. Seguindo essa lógica, o pensamento de Bauman explica a persistência dessa problemática, uma vez que a busca por ascensão social e acúmulo de capital pelos familiares de crianças, deficientes e idosos gera tal situação. Dessa forma, as relações sociais são substituídas pelo trabalho compulsório dessas pessoas, o que agrava o abandono de incapacitados na conjuntura nacional. Logo, medidas são necessárias para reverter esse quadro.
Portanto, infere-se que assegurar a conscientização social e o amparo aos incapazes são medidas necessárias para mitigar essa problemática, por isso, cabe ao Estado efetivá-las. Sendo assim, cabe ao Governo Federal criar uma política de conscientização sobre os riscos do abandono de indivíduos incapacitados, por meio de anúncios midiáticos em redes nacionais, com o intuito de reduzir e garantir que os responsáveis não deixem pessoas sob seus cuidados sozinhos. Ademais, cabe ao Ministério da Saúde criar um projeto de companhias para esse grupo social, por meio da formação de profissionais especializados para o cuidado de incapazes, com a finalidade de cuidarem de incapazes que não possuem amparo de seus familiares. Por fim, tais ações mitigarão essa problemática no Brasil.