Abandono de incapaz em questão no Brasil

Enviada em 08/06/2021

A teórica política alemã, Hannah Arendt, utiliza a expressão “Banalidade do Mal” para traduzir o formato trivial de instalação de problemáticas em sociedades contemporâneas. Essa perspectiva, analisada pela pensadora simboliza claramente o comportamento da sociedade diante do abandono de incapaz, já que é justamente a habitualidade frente à questão que a agrava e a aprofunda no corpo social brasileiro. Nesse sentido, torna-se claro que essa situação tem como origem a falta de responsalidade do responsável em relação ao incapaz. Assim, faz-se necessário analisar não só a falta de conscientização das pessoas, mas também a negligência parental como impulsores do ato.

Primeiramente, é fato que tal problemática é estimulada pela falta de conscientização da sociedade perante ao assunto. A maioria das pessoas são irresposáveis no ato de afetividade e cuidado, podendo levar a criança ou idoso abandonado obter dificuldades. Como por exemplo, o caso em que uma garota de seis anos estava sozinha em casa com o irmão de dois anos e uma bebê de onze meses, que estava no sofá chorando pois os pais haviam saído. A vizinha escutou o choro e chamou a Polícia Militar, os pais, tiveram que responder ao Conselho Tutelar.

Ademais, é fundamental destacar a negligência parental nesse problema. Segundo o G1, o número de abandono de incapaz cresceu em 38% nos últimos anos. A problemática é relativamente comum no Brasil, principalmente em finais de semanas quando os pais saem para festas e consumo de bebidas alcoólicas e deixam a criança sozinha em casa. Isso é muito perigoso, à vista que o menor não tem a capacidade de se defender caso algo aconteça, resultando em, até mesmo, incêndios, sequestros e etc.

Por conseguinte, cabe ao Ministério da Educação incentivar a população a obter conhecimentos sobre tal problemática e as consequências causadas em palestras, campanhas, mídias sociais e escolas. Fazendo com que a sociedade crie responsabilidade sobre tais atitudes, para que então, presenciemos um Brasil com menos casos de abandono de incapaz no futuro.