Abandono de incapaz em questão no Brasil

Enviada em 25/09/2021

Na série norte-americana “Phineas e Ferb” os personagens principais ficam boa parte de seus dias sem supervisão dos pais, onde percebe-se varias aventuras perigosas. No entanto, fora da ficção, é uma realidade persistente, com isso, torna-se importante debater sobre o abandono de incapaz em questão no Brasil. Nesse contexto, é necessário problematizar a crueldade do ser humano, que acaba sendo normalizada na sociedade.

Em primeiro plano, a crueldade do ser humano é perceptível quando se é discutido o abandono de incapaz. Nesse sentido, o conceito “Banalidade do Mal” criado pela filósofa Hannah Arendt faz referência ao quanto o ser é capaz de ser hostil. Hannah diz que o indivíduo é tão cruel que tal fato já foi banalizado, onde estamos condicionados a propagar o mal. Por conseguinte, os responsáveis que abandonam incapazes, seja por qual for o motivo, é cruel, aqueles considerados incapazes ficam no aguardo de ajuda/ auxílio para sobreviverem.

Ademais, a questão do abandono de incapaz vem sendo uma problemática normalizada, sendo comum conviver em ambientes hostis. Dessa forma, a “Atitude Blasé”- termo proposto pelo sociólogo Georg Simmel no livro “The Metropolis and Mental Life”- diz respeito aos contextos crueis se tornarem comuns na sociedade, logo, não é entregado um foco maior, onde cenários caóticos ganham tons de normalizção. Dito isto, em hipótese alguma uma pessoa considerada incapaz deve ser deixada sem um responsável por perto, sendo determinante para que seja assegurado a saúde e o auxílio nas atividades cotidianas.

Portanto, medidas são necessárias para combater o abandono de incapaz no brasil. Para isso, é fundamental que o Ministério da Saúde crie projetos que sirvam de denúncia e pontos de apoios para vítimas, tendo em vista que nesses centros elaborados em colaboração com o Governo os indivíduos terão acesso ao acompanhamento médico e funcionários contratados para auxiliarem em suas tarefas, por meio de reuniões populares- onde todos terão acesso, podendo pedir ajuda, sendo essencial para  desenvolvimento do indivíduo que é caracterizado como incapaz- a fim de controlar o abandono de incapaz no Brasil.