Abandono de incapaz em questão no Brasil
Enviada em 14/10/2021
De acordo com a Declaração Universal dos Direitos Humanos, é obrigatório perante a lei que todas as pessoas possam desfrutar de uma saúde plena, segurança e liberdade. Todavia, muitas crianças não se encontram nessa realidade em função do abandono de incapaz, o qual pode provocar problemas tanto como a subnutrição quanto por dificuldades nos relacionamentos da vida adulta.
Em primeira análise, a subnutrição infantil encontra solo fértil em lares onde crianças são deixadas por conta própria. Isso ocorre pois muitos pais não levam em consideração que os infantes necessitam de cuidados constantes, principalmente para a alimentação. Nesse contexto, a obra literária “Heartbones” expõe a situação de Beyah, uma menor de idade, que é deixada sozinha pela mãe por longos períodos de tempo. Assim, a menina não tem ninguém que a alimente, e não vê outra alternativa além de comer cascas de fruta do lixo. Esse fenômeno não destoa da realidade, na qual inúmeros incapazes enfrentam desnutrição por falta de cuidados de um responsável.
Além disso, os problemas de relacionamento na fase adulta são potencializados pelo descaso com a criança, o qual pode levar a transtornos de confiança e sensação de rejeição. Nesse contexto, é inadmissível, embora comum, que o infante crie em sua mente, que ainda não se encontra totalmente desenvolvida, uma ideia de que está sozinho no mundo e não deve confiar em ninguém, causada pelo descaso que seus resposáveis o transmitem. Em vista disso, a série “Tudo bem não ser normal” mostra as dificuldades no trabalho e nos relacionamentos interpessoais que o protagonista passa durante a sua vida inteira, oriundos da frequente ausência de sua responsável na infância.
A prática de abandono de incapaz, portanto, influencia negativamente a saúde física e mental infantil, por estimular a subnutrição infantil e os problemas de relacionamento. Desse modo, é necessário que o Governo Federal realize uma campanha de proteção infantil, por meio da criação de um órgão de fiscalização que investigue casos de pais que deixam seus filhos por conta própria, com o intuito de informar a estes a consequências de tal ação. Além disso, é imprescindível que o Ministério da Educação promova uma campanha de apoio psicológico, por meio da criação de um espaço de desabafo nas escolas, mediado por psicólogos, a fim de amparar crianças que possam estar sofrendo com um sentimento de abandono.