Abandono de incapaz em questão no Brasil

Enviada em 20/11/2021

“Os acidentes são acidentes apenas para os ingênuos”. Por meio dessa frase dita por  George Santayana, escritor espanhol, é possível contextualizar a gravidade que é o abandono de incapaz em questão no Brasil, visto que essa situação ocasiona como principais consequências: os possíveis acidentes aos incapazes. Ademais, é preciso salientar o papel fundamental do governo para essa problemática, já que falha na divulgação de informações adequadas para se evitar essa situação. Sendo assim, ações que busquem mudar esse quadro são essenciais.

Em primeiro plano, evidencia-se as possíveis fatalidades desse abadono de incapaz, pois, mesmo que o abandono seja por tempos curtos, os riscos desse indivíduo cometer ações que inflijam danos contra sua própria saúde não são baixos, pois não compreendem os perigos do ambiente em que vivem e mesmo que entendam essas periculosidades, faltam recursos motores ou cognitivos para lidarem com elas. Logo, ocorre desde aos acidentes mais brandos, como cortes ou alguma fratura no corpo, até os mais graves, por exemplo, o noticiado pelo G1 do Amazonas, “Já atendemos à ocorrência de uma criança que morreu em um incêndio, trancada em casa, após um curto circuito no local”. Dessa forma, é possível entender que as fataldiades para esses incapazes, em casos de abandonos, não são apenas uma probabilidade e sim uma realidade, apenas uma questão de tempo para que algo os aflinja.

Outrossim, é imperativo pontuar que o governo por não divulgar informações sobre o que é o abandono de incapaz e quais são suas graves consequências, apresenta-se como o grande responsável pela problemática. Nesse viés, os dizeres de Platão, filósofo grego, passa a ser pertinente, “O que faz andar o barco não é a vela enfunada, mas o vento que não se vê…”, contextualizando para a atualidade, as ações de punições para os reponsáveis que cometem esses abandonos são apenas medidas que causam comoção, apenas chamam atenção, como a vela enfunada, contudo, as devidas orientações oferecidas pelo governo para os responsáveis de incapazes seriam o que surtiria mais efeito para a situação, como o vento que não se vê. Assim, são emergentes as soluções para esses casos de abandonos.

Diante do exposto, portanto, é necessária uma intervenção estatal, o Ministério da Educação em parceria com o Ministério da Saúde devem promover ações que busquem orientar os reponsáveis de incapazes de como o abandono nunca dever ser uma opção, por meio de palestras didáticas em escolas e praças públicas, a fim de acabar com os abandonos desses indivíduos no Brasil. Tal ação pode, ainda, melhorar a educação desses incapazes, haja visto que os responsáveis possuirão mais capacitações para lidarem com eles, assim, não existirão mais os acidentes, como dito por Santayana.