Abandono de incapaz em questão no Brasil

Enviada em 12/07/2022

Assim como defendido pelo renomado psicanalista Sigmund Freud, a primeira infância, isto é, os primeiros anos de vida da criança, é essencial no desenvolvimento psicológico e emocional de um indivíduo. Por esta razão, o alto índice de abandono de incapazes no Brasil é uma problemática que precisa ser discutida.

Primeiramente, é importante ressaltar que tal abandono se dá tanto pela negligência física, que é refletida na alta taxa de crianças registradas sem o nome de um de seus progenitores, que chega ao número preocupante de 55 milhões de brasileiros, quanto pela negligência emocional e afetiva, que está intimamente relacionada à propensão de desenvolvimento de vícios.

Além disso, assim como narrado no documentário “Todos Nós Cinco Milhões”, que expõe a realidade de pessoas negligenciadas por figuras parentais, as consequências desta condição também se estendem para o âmbito psicólogico; o indivíduo torna-se incapaz de criar laços signicativos na vida adulta, empobrecendo habilidades comunicativas e favorecendo à auto exclusão do meio social.

A Constituição de 1988 e o Estatuto da Criança e do Adolescente são responsáveis por defender, em conjunto, o direito de acesso da criança à um ambiente familiar que não iniba seu desenvolvimento psicológico e social. Sendo assim, resta ao Governo Federal, por meio do Ministério da Educação e do uso de mídias sociais, em conjunto à Institutos Federais de Psicologia, promover palestras socioeducativas acerca do tema para que, desta forma, a primeira infância descrita por Freud poderá deixar de ser afetada pelo abandono do povo brasileiro.