Abandono de incapaz em questão no Brasil

Enviada em 20/07/2022

“O mais escandaloso dos escândalos é que nos habituamos a eles”. Com essa frase, Simone de Beaurvoir aponta a naturalização de problemas. De maneira análoga a isso, trazemos a realidade, isso também acontece no Brasil contemporêo, prova disso é o habito de que responsáveis deixem crianças e idosos sozinhos em casa. Nesse prisma destacam-se dois aspectos importantes, em primeiro lugar permitir que esse incapaz fique sem supervisão, apresenta diversos riscos, porém em muitos casos ocorre a necessidade de conseguir um sustento, assim obrigando esse responsável a terceirizar suas obrigações com essa pessoa.

Em primeira análise, evidencia-se o abandono e a terceirização de obrigações, permitindo que ocorra incidentes graves com aquele individuo que por qualquer motivo, for considerado incapaz de se defender dos riscos que o abandono lhe proporcione. Sob essa ótica, de acordo com o G1.globo.com, ocorreu um aumento de 38% no número de casos de abandono em Manaus, totalizando 83 ocorrências entre janeiro e junho. Dessa forma podemos concluir que ocorrem um grande número de casos, tornando-se assim uma grande preocupação para a sociedade brasileira.

Além disso, é o tipo mais comum de abandono é deixar o incapaz em casa e sair para trabalhar, já que a necessidade de conseguir um sustento é maior. Desse modo, conclui-se que o ser capaz mora perto da necessidade. Consoante a isso, podemos concluir que muitas pessoas não tem outra opção, tendo assim a necessidade deixar aquela pessoa sem supervisão.

Depreende-se, portanto, a adoção de medidas que venham conter o abandono de crianças, idosos e deficientes fisicos ou mentais. Dessa maneira, cabe, á Conselhos Tutelares, às Polícias Civil e Militar e ao Ministério Público, receberem e atenderem a denuncias, que devem ser feitas pela população, caso saibam de situações onde ocorram maus-tratos ou algum tipo de negligência, a fim de que assim devidas providências possam ser tomadas. Somente assim, deixaremos de nos habituarmos a escândalos como esse.