Abandono de incapaz em questão no Brasil
Enviada em 25/07/2022
No contexto social vigente, nota-se que o abandono de incapaz em questão no Brasil representa um desafio a ser enfrentado pelo país, o qual necessita de estratégias para combatê-lo urgentemente. Nesse sentido, convém avaliar a negligência governamental e o silenciamento como fatores que contribuem para a persistência dessa problemática.
Nessa perspectiva, a inoperância estatal agrava essa problemática. Sob esse
viés, em sua obra “O Leviatã”, Thomas Hobbes aborda a importância do Estado em manter o contrato social, o que possibilita a harmonia de todos. Esse acordo, no entanto, é afetado, posto que não há políticas públicas, como visitas domiciliares frequentes da assistência social as famílias. Dessa forma, isso compromete, principalmente, a vida e o bem-estar da pessoa que é abandonada, já que não existem programas governamentais eficazes que garantam ao incapaz melhor qualidade de vida, com isso, salienta-se a reduzida atuação estatal no tocante a essa questão.
Além disso, o silenciamento corrobora a existência do problema. Nesse sentido, Habermas traz uma contribuição relevante ao defender que a linguagem é uma verdadeira forma de ação. Desse modo, para que um problema como o abandono de incapaz seja resolvido, faz-se necessário debater sobre. No entanto, percebe-se uma lacuna em torno das consequências a respeito descuido com o incapaz, que ainda é muito silenciada e pouco trabalhada. Assim, trazer à pauta esse tema e debatê-lo amplamente aumentaria a chance de atuação nele.
Portanto, são necessárias medidas capazes de mitigar essa problemática. Para isso, o Estado, por seu caráter socializante, deve promover políticas públicas, como projetos que visem a qualidade de vida das crianças no Brasil, por meio do redirecionamento de verbas, com o propósito de combater o abandono de incapaz. Paralelamente, é preciso que as escolas orientem a população das consequências do abandonamento. Por intermédio de campanhas publicitárias, a fim de que as pessoas se concientizem sobre os riscos do abandono. Dessa maneira, o Brasil poderá progredir em direção a um futuro mais justo e mais humano.