Abandono de incapaz em questão no Brasil
Enviada em 10/08/2022
“Construímos muitos muros e poucas pontes”, essa é a afirmação do físico Isaac Newton. Na atual conjuntura, tal afirmação pode ser constatada quando fala-se sobre abandono de incapaz no Brasil, uma vez que o padrão cultural atrelado à ausência do Estado, acarreta na criação de muros para o fim da problemática.
Diante dessa lógica, o padrão histórico brasileiro é um empecilho para acabar com o abandono de incapaz no país. Indubitavelmente, existe a necessidade dos pais deixarem seus filhos sozinhos para adentrar na jornada de trabalho, na canção popular “A Cuca vem pegar”, conta que devido os pais terem ido trabalhar a criança encontra-se sozinha em casa. Fora do contexto musical, esse ensaio representa a realidade de milhares de famílias construída durante os séculos, na qual devido carência de sem amparo, familiar ou governamental, deixam seus filhos sozinhos em casa para a labuta diária. Logo, é imprescindível que familiares e o Estado forneça ajuda a classe proletária.
Diante desse panorama de padrão cultural, a ausência do Estado acarreta da consolidação da problemática. Segundo Martha Medeiros, renomada cronista nacional, o indivíduo silencia aquilo que não quer que venha à tona. Consoante a tal máxima, o Estado mantém a sua responsabilidade pera cessar o abandono de incapaz velado, para não ficar evidente sua indiferença e negligencia para resolver a problemática, visto que, embora exista o artigo 133 do Código Penal, que proíbe o abandono, políticas mais efetivas, a exemplo da promoção de creches 24h, que amparem os pais no momento de trabalho não são efetivadas. Dessa maneira, os pais ficam impedidos de trabalhar e, infelizmente, sustentar a casa.
Diante dos fatos aventados, faz-se mister, para a superação do abandono de incapaz no Brasil, que o corpo social, em parceria com os sindicatos dos trabalhadores, reivindiquem a disponibilidade de políticas como: subsídios governamentais para custear babás, para os filhos dos trabalhadores menores de 18 anos, ou a adesão de programa de creches 24h que abarquem essas crianças que ficariam sozinhas em casa. Dessa Forma, o padrão cultural e ausência governamental serão desconstruídos e a questão do abandono de incapaz no Brasil será ultrapassado.