Acessibilidade para pessoas obesas em ambientes públicos
Enviada em 10/07/2024
O mundo é projetado para os magros: as roupas são pequenas, as cadeiras são frágeis e não há representação positiva de quem é gordo na televisão, nos livros ou nas revistas. Diante disso, a preocupação da sociedade parece se voltar muito mais para questão de estética e beleza, quase sempre mascarada sob noção invasiva de aconselhamento quanto à saúde de quem é gordo. Assim, a preocupação de bem estar está enterrada debaixo de muita gordofobia.
Dessa forma, é fato que a acessibilidade ainda é um tema carente no Brasil. De fato, as pessoas gordas enfrentam dificuldades constantes no dia-a-dia, algo que acontece devido a um misto desrespeito e omissão – não apenas do Estado como também dos outros cidadãos. Embora as pessoas gordas estejam em uma situação de vulnerabilidade física e o direito já existe na teoria, há pouquíssima compreensão no que diz respeito à acessibilidade.
Obviamente, as pessoas gordas não são todas iguais, já que algumas possuem problemas cardíacos ou colesterol elevado enquanto outras são perfeitamente saudáveis. Dessa maneira, umas são sedentárias, outras praticam exercícios. Ademais, no Brasil 30 milhões de pessoas são obesas segundo o estudo publicado na revista científica Lancet, em 2014, que coloca o país entre os com maior incidência de obesidade no mundo. Logo, algo deve ser feito.
Destarte, para promover a acessibilidade dos obesos, cabe ao Estado elaborar leis que sejam votadas no plenário e aprovadas, afim de, os obesos tenham seu direito de ir e vir garantido, não apenas nos transportes públicos, mas também nas vestimentas, para tanto cabe o uso de arrecadação de impostos.