Acessibilidade para pessoas obesas em ambientes públicos
Enviada em 14/08/2024
Na animação “Moriarty: o Patriota”, é retratada uma crítica à sociedade de classes, em que as mazelas sociais são consequências do comportamento da população. De maneira análoga, tal conjuntura é retratada no país ao se analisar à acessibilidade para pessoas obesas em ambientes públicos, o qual é um problema resultante do descaso populacional diante do tema. Desse modo, constata-se um impasse motivado não só pela ignorância dos cidadãos, mas também pela irrelevância das mídias em retratar pautas importantes para o país.
Em primeira instância, a má formação educacional é um agravante da escassez de acessibilidade em ambientes públicos para pessoas obesas. Nesse sentido, segundo o pedagogo Paulo Freire, “Quando a educação não é libertadora, o sonho do oprimido é ser opressor”. Nesse cenário, a premissa sobredita se aplica no contexto brasileiro, pois parte da população, devido ao ensino lacunar, se comporta com ignorância e descaso sob à acessibilidade para pessoas obesas na sociedade, o que ocasiona empecilhos na locomoção em transportes públicos e dificuldades de exercer tarefas simples em ambiente popular. Dessa forma, em decorrência de uma falha dos educandos, a problemática perdura no corpo social.
Ademais, a mídia é mais um fator que agrava à dificuldade de acessibilidade para pessoas obesas no Brasil. Sob essa perspectiva, conforme o sociólogo Pierre Bourdieu, as instituições, cujo dever é promover a democracia, não devem se converter em instrumento de violência simbólica. Nesse contexto, a mídia, a qual tem o papel de disseminar o conhecimento, ao invés de orientar a população no tocante à melhorias de acesso público para obesos no país, faz é alienar a sociedade mediante conteúdos empobrecidos os quais não abordam as melhorias para ajudar na inclusão de pessoas obesas em ambientes públicos. Diante disso, o setor midiático tem interferência direta na manutenção do problema.