Acessibilidade para pessoas obesas em ambientes públicos
Enviada em 06/09/2024
Na obra “Brasil, País do Futuro”, o autor Stefan Zweig, em uma das suas visitas ao Brasil, defendeu a ideia de que o país seria um dos mais importantes do mundo no futuro. Entretanto, o corpo social brasileiro se apresenta distante do cenário previsto, tendo em vista que os desafios para garantir a acessibilidade de pessoas obesas em ambientes públicos ainda persistem e são entraves para uma sociedade equitativa. Desse modo, faz-se necessária a análise da omissão governamental e da má formação educacional.
Em primeira análise, cabe destacar como fator determinante a negligência por parte da máquina pública. Nesse sentido, o filósofo Thomas Hobbes afirma que o Estado é responsável por garantir o bem estar da população. Contudo, isso não é presenciado, já que espaços públicos não são usufruidos por toda a população de maneira igualitária, em virtude da falta de investimentos voltados à criação de praças e parques projetados com bancos e calçadas que oferecam melhor acessibilidade para pessoas obesas. Logo, a postura inerte do Governo colabora para a exclusão dessa parcela populacional na sociedade e, consequentemente, contribui para a perpetuação da problemática na atualidade.
Ademais, a precária formação sociocultural dificulta a resolução do imbróglio. Nessa perspectiva, para Paulo Freire “Se a educação sozinha não transforma a sociedade, sem ela, tampouco, a sociedade muda”. Todavia, as instituições escolares falham, no que se refere à promoção de debates sobre as consequências da falta de acessibilidade em ambientes públicos, visto que as escolas estão focadas em um ensino mais conteudista e pouco destinado às discussões sobre as dificuldades enfrentadas pelas pessoas obesas. Assim, há a permanêcia do preconceito contra esses cidadãos em razão da falta de abordagem do tema e, por consequência, há a invisibilidade da questão.
Portanto, é necessária uma intervenção pontual. Para isso, o Estado- responsável pela administração federal em todo território nacional- deve promover a criação de espaços coletivos com estrutura para atender as necessidades dessa parcela. Tal ação será feita por meio da destinação de verbas e com o objetivo de tornar o Brasil o “país do fututo” como defendeu Zweig em sua obra.