Acessibilidade para pessoas obesas em ambientes públicos
Enviada em 20/03/2025
A obesidade é uma doença caracterizada pelo acúmulo excessivo de gordura corporal e pela capacidade de gerar outras comorbidades, como diabetes e hipertensão. Evidencia-se, então, que pessoas com esse quadro deveriam ter ajuda governamental para melhorar a qualidade de vida, mas as autoridades não fiscalizam as normas de acessibilidade em ambientes públicos e não punem os indivíduos preconceituosos que desrespeitam essas leis, agravando o problema.
De início, vale ressaltar que existem condições estatais que procuram promover a inclusão das pessoas obesas, entretanto o governo é negligente e não verifica se os locais estão articulando as adaptações necessárias. Conforme a Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência, critérios são estabelecidos para disponibilizar assentos resistentes aos obesos, corredores largos e portas amplas. Apesar da relevância desses preceitos, eles não são aplicados de modo eficiente, visto que muitos políticos não estão interessados em investir nos projetos e nos materiais adequados para não gastar tantos recursos. Urge, pois, que haja mais empatia.
Ademais, parte da população não respeita os indivíduos com obesidade, dificultando a democratização dos espaços públicos para eles. A esse respeito, a influenciadora digital Ju Romano expõe o desconforto que sente ao frequentar determinados locais que não apresentam estruturas adaptadas, principalmente por causa das pessoas ao redor, uma vez que algumas julgam e fazem comentários maldosos. Nesse sentido, é notório que agressão física, a recusa em conceder prioridade em filas e falas gordofóbicas são crimes de discriminação e difamação que precisam ser punidos. Outrossim, tais ações ferem a moral e a dignidade de cidadãos que merecem igual apreço.
Logo, medidas são cruciais para garantir o acesso das pessoas obesas aos espaços públicos. Para tanto, cabe ao Ministério de Saúde, em parceria com o Poder Legislativo, promover campanhas de conscientização sobre a importância da inclusão e o combate à gordofobia, por meio de palestras em comunidades, além da veiculação de propagandas em mídias sociais e televisivas, a fim de desconstruir estereótipos e preconceitos. Com isso, os cidadãos serão sensibilizados e passarão a exigir do Ministério Público fiscalização das leis e punição de infratores.