Ações governamentais para a redução da gravidez na adolescência

Enviada em 28/08/2019

Na série “sex education”, é discurtida a necessidade de uma educação sexual nas escolas, já que aborda os conflitos que a ausência desse acompanhamento pode gerar. Um desses impasses, é a gravidez indesejada da personagem Maeve, tendo em vista que na história ela não possui estrutura, seja financeira ou psicológica, para ter um filho naquele momento. Fora da ficção, os casos de gravidez na adolescência também são um problema presente na sociedade atual brasileira, e, por isso, urgem que ações governamentais sejam tomadas para reduzir suas incidências. Destarte, é fulcral analisar, primeiramente, suas causas: a falta de conscientização escolar e midiática sobre a problemática.

Antes de tudo, a carência de uma orientação sexual nos colégios precisa ser observada. Para tanto, é crucial compreender que ensinar nas salas sobre métodos contraceptivos não vai estimular os jovens, e sim prevenir gestações indesejadas e transmissão de doenças. Pois, é papel da escola, sem dúvidas, zelar pela saúde dos alunos, e isso não será feito sem abordar a sexualidade, que é um fator presente na fase conturbada de crescimento. No que tange a isso, de acordo com pesquisa feita pelo canal de notícias do Senado Federal, na mesma proporção que o nível de escolaridade das meninas aumenta, menor é a sua chance de sofrer com gravidez precoce. Dessa forma, fica evidente que a teoria de Kant estava certa, posto que, para ele, a educação é a maior ferramenta na superação de mazelas.

Paralelo a isso, a insuficiência de campanhas midiáticas também é um dos fatores na persistência. Sabendo disso, mediante à pesquisa feita pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 20% dos bebês que nascem são de moças entre 15 e 19 anos. Contudo, mesmo com a declaração de dados alarmantes como esse, os debates feitos pela mídia nacional não têm sido suficientemente explorados, o que transparece certa banalização da problemática. E, ao banalizar, o perigo de aumento é muito maior, pois como já explanava a “teoria do habitus”, proposta por Pierre Bourdieu, a sociedade possui padrões que são induzidos, naturalizados e, posteriormente, reproduzidos por mais indivíduos.

É necessário, portanto, que os atores governamentais trabalhem frente à redução da gravidez na adolescência. Para isso, o Governo em parceria com o Ministério da Educação, deve investir em uma conscientização dos adolescentes, no âmbito escolar, a cerca da educação sexual, sendo isso feito por meio de ações engajadas, como seminários e palestras, com a finalidade de alertar os alunos sobre as consequências inalteráveis que suas ações podem corroborar. Ademais, o Governo também necessita de uma parceria com o Ministério da Comunicação, para assim formular um alerta para a população em geral, e tal empreitada será executada por intermédio de artifícios televisivos, como curta metragens e campanhas publicitárias, desse jeito, os cidadãos tomarão conhecimento da gravidade do problema.