Ações governamentais para a redução da gravidez na adolescência
Enviada em 29/08/2019
No Brasil, foi constatado pelo Sisnasc - Sistema de informações sobre nascidos vivos - que aproximadamente 17% dos partos realizados são de adolescentes entre 15 e 19 anos. Colocando o país dentre os que possuem os maiores índices de natalidade entre jovens do mundo. Dessa forma, a necessidade de implementação de novas políticas governamentais a cerca do assunto é indiscutível.
A falta de uma educação sexual nos âmbitos escolar e familiar tem pesado cada vez mais na balança dos problemas públicos brasileiros. Uma grade curricular que a inclua como obrigatória, aumenta o acesso dos jovens a informação e o conhecimento biológico do próprio corpo. O que, segundo o Ministério da Saúde, traz como consequência a redução das chances de que seja vivenciada uma gravidez precoce. Além disso, os profissionais da área afirmam que escola e a família devem atuar juntas para que a orientação dos jovens seja eficaz. Para isso, é de extrema importância que as barreiras comunicativas entre os familiares sejam desconstruídas, de modo que abram espaço para que a orientação seja feita de forma correta.
Aliado ao conhecimento, está o uso de métodos contraceptivos. Ter consciência de quais são e como usá-los, aumenta a probabilidade de que meninas buscarem por eles, mas não é suficiente se não forem de fácil acesso. Uma vez que, novamente de acordo com o Ministério da Saúde, a incidência é maior dentre a população de baixa renda e em periferias. Isso é, ambientes em que muitas vezes as prioridades são necessidades básicas como a fome e a moradia.
Portanto, é indispensável que trabalhem em cooperação o Ministério da Saúde e da Educação para providenciar um material didático, pautado em pesquisas e debates dos profissionais das áreas relacionadas, capaz capacitar os atuais e os futuros educadores. E, em seguida, estipular um prazo limite para a adaptação das escolas. Além de, disponibilizar também, a didática formulada publicamente a fim de preparar e incentivar pais e responsáveis a abordar o assunto logo cedo em casa. Por fim, analisar as áreas que possuem maiores índices e determinar uma frequência para a mobilização de esquipes de saúde equipadas, que irão instruir sobre os contraceptivos e disponibilizá-los gratuitamente. Assim, diminuindo também a desigualdade de oportunidades entre pessoas de rendas distintas.